Inovação médica em tempos de guerra: soluções nascem da crise em Israel

Desde o início da guerra contra o Hamas, Israel enfrenta uma crise de saúde sem precedentes. Em meio ao caos, uma resposta surpreendente surgiu: uma explosão de inovação médica voltada à reabilitação e atendimento de emergência — com potencial para beneficiar pacientes em todo o mundo.

Logo após os ataques de 7 de outubro de 2023, hospitais como o Centro Médico Sheba, em Tel Aviv, viram-se diante de um desafio colossal: milhares de feridos, muitos com traumas físicos e psicológicos, e poucos especialistas para atendê-los. A resposta? Agilidade e criatividade em inovação médica.

“Esta crise criou um impulso para a inovação. Ela nos impulsionou a trabalhar mais e mais rápido”, disse Avner Halperin, CEO da Sheba Impact.

Nos últimos meses, surgiram tecnologias como:

  • 🩹 Adesivos aquecedores da Rescue Heat para tratar hipotermia no campo de batalha;
  • 🧠 Inteligência artificial para diagnóstico rápido de traumas;
  • 💉 Soluções para transfusões de sangue de emergência no campo;
  • 📱 Apps de reabilitação física personalizados.

Apenas no Sheba, mais de 2 mil soldados e civis feridos foram atendidos desde o início do conflito. A estrutura de reabilitação foi rapidamente expandida, com um novo centro especializado para vítimas de guerra.

Mesmo em meio ao sofrimento, o espírito empreendedor israelense mostrou força: startups e centros médicos transformaram adversidade em ação, criando tecnologias que já começam a ganhar atenção internacional.

O mundo produz 450 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano.

O mundo produz 450 milhões de toneladas de resíduos plásticos por ano. Micro plásticos estão se infiltrando em nossos oceanos e alimentos. Eles até aparecem em nossos corpos. Então você pode imaginar o quão revolucionário pode ser um novo tipo de plástico que se dissolve completamente na água .

Foi exatamente isso que a Timeplast criou. Eles patentearam um plástico solúvel em água e programável por tempo, que desaparece sem agredir o meio ambiente. Grandes players já estão em parceria com a Timeplast para sua tecnologia patenteada.

Fonte

Site 1440 27 de maio de 2025

🚀 Ignite DeepTech: Israel lança nova aceleradora para startups de tecnologia profunda

Dez startups israelenses com soluções altamente inovadoras foram selecionadas para participar da Ignite DeepTech, uma nova aceleradora independente que promete transformar ideias ambiciosas em realidade. O programa é inspirado na renomada Intel Ignite e tem apoio da Intel, além de contar com o suporte da Autoridade de Inovação de Israel e do Ministério da Economia de Israel.

As empresas escolhidas foram selecionadas entre 258 candidatas e atuam em áreas de alta complexidade como:

  • Segurança cibernética
  • Aplicativos e infraestrutura de IA
  • Dados e computação em nuvem
  • Biotecnologia
  • Drones e robótica
  • Aceleradores de partículas
  • Tecnologias quânticas
  • Ferramentas para desenvolvedores
  • Segurança no trânsito

🌱 Apoio sem participação acionária

Durante os três meses de aceleração, as startups receberão mentoria prática de empreendedores experientes, sem que os mentores exijam participação acionária nas empresas. O foco do programa está no crescimento estratégico, incluindo:

  • Adequação do produto ao mercado
  • Preparação para rodadas de investimento
  • Suporte em saúde mental dos fundadores
  • Estratégia de negócios e marketing
  • Gestão de clientes e desenvolvimento de produto

Muitas das startups ainda operam em modo furtivo, desenvolvendo suas tecnologias de forma discreta para proteger suas inovações da concorrência.
✍️ Por John Jeffay, 8 de maio de 2025

🔗 Leia o artigo original noIsrael21c Obs O referido site não mais existe

Sobrevivência à hemorragia triplicou em estudo de pesquisadores israelenses

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém e do Corpo Médico da IDF desenvolveram um novo tratamento que aumentou significativamente a taxa de sobrevivência em casos de hemorragia grave, passando de 25% para 73% em testes com animais. A técnica consiste em ativar a proteína PKC-ε logo após o início do sangramento, ajudando a estabilizar funções cardiovasculares e mitocondriais. A descoberta pode revolucionar o atendimento de traumas em cenários militares e civis, embora ainda precise passar por testes clínico

18 de maio de 2025
📌 Categoria: Ciência em Israel

O Menor Marca – Passo do Mundo

Publicado no site 1440 3 de abril de 2023

Cientistas da Universidade Northwestern anunciaram
2 de abril de 2025 | Por 
Amanda Morris
Cientistas da Universidade Northwestern anunciaram que desenvolveram o menor marcapasso do mundo — menor que um grão de arroz — que pode ser inserido com uma seringa. O dispositivo pode revolucionar a cirurgia cardíaca, oferecendo uma maneira minimamente invasiva de regular o órgão essencial. Marcapassos são pequenos dispositivos alimentados por bateria que auxiliam os batimentos cardíacos em ritmos irregulares, enviando pequenos choques elétricos para ajudar o coração a bater normalmente. Os dispositivos podem ser permanentes ou temporários, com cirurgias de inserção e remoção apresentando riscos potenciais. A nova invenção, que ainda levará anos para ser testada em humanos, é ativada por pulsos de luz infravermelha de um dispositivo vestível e se dissolve quando o paciente não precisa mais dela. Seu pequeno tamanho se deve, em parte, à sua fonte de energia, uma célula galvânica, uma bateria simples que utiliza os fluidos corporais para converter energia química em energia elétrica. O marcapasso pode ser especialmente eficaz no auxílio a crianças com cardiopatias congênitas que necessitam de marcapassos temporários após cirurgias. Especialistas dizem que o avanço tecnológico abre possibilidades para uso em medicamentos bioelétricos , incluindo cura de feridas e bloqueio da dor.

Metatron NRG: Reator nuclear do tamanho de um desktop

A startup israelense Metatron NRG está desenvolvendo um reator de fusão nuclear portátil — pequeno o suficiente para caber sobre uma mesa. A inovação pode transformar o acesso a energia limpa e acessível em escala doméstica e industrial.

A tecnologia se baseia em plasmoides, feixes de plasma estabilizados por campos magnéticos, que podem catalisar a fusão nuclear. Essa abordagem promete ser mais segura, com menos resíduos e custo mais acessível que os reatores tradicionais.

A empresa, sediada em Sde David, no sul de Israel, foi cofundada por Yeshayahu Eisenberg,CEO da empresa que é PhD em física de altas energias pelo 
Instituto de Ciências Weizmann de Israel , e pela escritora e inventora Clara Szalai. O projeto está em fase de protótipo e já conta com US$ 2 milhões em financiamento.

“Estamos abrindo caminho para reatores de fusão de pequena escala que podem revolucionar a geração de energia”, afirma Eisenberg.

A fusão baseada em plasmoides é comparada pela empresa à revolução dos transistores nos anos 1940, substituindo grandes válvulas de vácuo por soluções miniaturizadas.


Nota do blog

Diferença entre fusão nuclear e fissão nuclear

Fusão Nuclear:

O que é: União de dois núcleos atômicos leves (como isótopos de hidrogênio) para formar um núcleo mais pesado, liberando uma quantidade ainda maior de energia.

Como funciona: Requer temperaturas e pressões extremamente altas para superar a repulsão elétrica entre os núcleos e forçá-los a se fundir.

Aplicações: É o processo que alimenta o Sol e outras estrelas. Atualmente em fase experimental para geração de energia na Terra.

Fissão Nuclear:

O que é: Quebra de um núcleo atômico pesado (como o urânio) em núcleos menores, liberando grande quantidade de energia no processo.

Como funciona: Um neutrão colide com o núcleo pesado, tornando-o instável e causando sua divisão. Essa divisão libera mais neutrões, que podem causar novas fissões (reação em cadeia).

Aplicações: Usada em usinas nucleares para geração de eletricidade e em armas nucleares.

“Inovação Israelense: Leite Materno como Base para Administração Oral de Vacinas e Remédios”:

Cientistas israelenses deram um passo promissor para o futuro da medicina: desenvolveram partículas artificiais inspiradas no leite materno que podem transformar a forma como medicamentos e vacinas são administrados.

Pesquisadores do Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, em Haifa, criaram os milkossomos, nanopartículas capazes de atravessar a barreira intestinal e levar medicamentos diretamente à corrente sanguínea. A inovação tem potencial para substituir injeções por tratamentos orais — uma revolução especialmente importante para quem depende de aplicações frequentes, como diabéticos.

🔐 O desafio da barreira intestinal

O intestino humano é protegido por uma barreira altamente seletiva. Ela impede que substâncias potencialmente perigosas entrem no organismo, bloqueando inclusive compostos úteis como insulina e vacinas. No entanto, o leite materno humano consegue atravessar essa barreira com facilidade.

Segundo o doutorando Si Naftaly, que lidera a pesquisa, “se os compostos do leite materno conseguem atravessar essa barreira, isso significa que ele contém ‘chaves’ que permitem que isso aconteça”.

🧪 A tecnologia dos milkossomos

A equipe descobriu que certas proteínas presentes no leite formam uma espécie de “coroa de proteção” ao redor das nanopartículas, ajudando-as a enganar a barreira intestinal. Inspirados nesse mecanismo, os pesquisadores criaram os milkossomos, que simulam os exossomos — partículas naturais do leite responsáveis por fortalecer o sistema imunológico e auxiliar no desenvolvimento infantil.

Nos testes, os milkossomos demonstraram a capacidade de atravessar o intestino carregando moléculas terapêuticas, o que abre portas para tratamentos orais mais eficazes e acessíveis.

💡 Por que isso importa?

  • Medicação oral é mais simples, barata e menos invasiva.
  • Beneficia pacientes que têm medo de agulhas ou precisam de tratamentos contínuos.
  • Facilita a distribuição de vacinas em larga escala, principalmente em regiões com infraestrutura limitada.

🌍 Um fluido poderoso

“O leite materno é um biofluido extraordinário”, explica o Prof. Assistente Assaf Zinger, coautor do estudo. “Para impactar a saúde do bebê, seus compostos precisam atravessar o sistema digestivo e alcançar a corrente sanguínea. Agora, conseguimos replicar esse mecanismo.”


🔗Instituição:
Technion – Israel Institute of Technology

Oligo Security levanta US$ 50 milhões para impedir ataques cibernéticos baseados em aplicativos

Por 

Yulia Karra 24 de março de 2025

A startup israelense usa tecnologia própria para detectar vulnerabilidades em tempo real e proteger softwares nativos da nuvem.


🔐 Segurança cibernética para a era da nuvem

A Oligo Security, fundada em Israel em 2022, acaba de levantar US$ 50 milhões em uma rodada Série B, somando US$ 80 milhões em investimentos totais desde sua criação.

A empresa desenvolveu uma plataforma especializada em proteger aplicativos contra ataques cibernéticos, identificando e neutralizando vulnerabilidades em tempo real, especialmente em ambientes nativos da nuvem.


📈 Alta demanda por proteção de aplicativos

Segundo dados do setor, os ataques a software nativo da nuvem triplicaram no último ano, criando uma corrida por soluções eficazes de segurança.

A plataforma da Oligo oferece inspeção profunda em tempo de execução, analisando o comportamento do aplicativo, bibliotecas de código e funções específicas, e interrompendo ataques antes que sejam bem-sucedidos.

“Construímos a Oligo para ver mais profundamente em qualquer aplicativo do que nunca”, disse o CEO Nadav Czerninski. “Identificamos vulnerabilidades críticas e interrompemos qualquer tentativa de exploração.”

Ele fundou a empresa junto com Gal Elbaz e Avshalom Hilu.


🤝 Investidores e visão de futuro

A rodada foi liderada pela Greenfield Partners, com apoio da Red Dot Capital, Strait Capital e investidores anteriores como Ballistic Ventures, Lightspeed Venture Partners e TLV Partners.

Para Avery Schwartz, sócio da Greenfield, a Oligo oferece um diferencial claro:

“Com o Oligo, a adivinhação acabou. Agora é possível focar apenas nas vulnerabilidades que representam risco real.”


Um novo “Projeto Manhattan” para dominar a energia de fusão?

Artigo publicado no site GATESTONE INSTITUTE

por 
Lawrence Kadish

Resumo do blog
O autor Lawrence Kadish propõe que os Estados Unidos lancem um programa estratégico de energia de fusão inspirado no Projeto Manhattan da Segunda Guerra Mundial. Ele argumenta que, enquanto o mundo está distraído com conflitos e política internacional, a China está silenciosamente tomando a dianteira em pesquisas sobre fusão, investindo até US$ 1,5 bilhão por ano.

A preocupação gira em torno da possibilidade de a China patentear tecnologias-chave e dominar um setor que poderá definir a liderança global do século XXI: a produção de energia limpa, ilimitada e sustentável por meio da fusão nuclear.

Kadish faz um apelo ao presidente Donald Trump  para que encarem a fusão como uma prioridade estratégica nacional, antes que seja tarde demais.

Leia o artigo original

lhttps://www.gatestoneinstitute.org/21465/manhattan-project-for-fusion-energy

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No caso de celular os 3 pontinhos no canto superior direito

. Nota do blog: Qual a diferença entre fusão e fissão nuclear?

Fissão nuclear é o processo usado nas usinas nucleares atuais. Nele, um núcleo atômico pesado (como o urânio) é dividido em dois núcleos menores, liberando energia — e também resíduos radioativos.

Fusão nuclear, por outro lado, é o processo que ocorre naturalmente no Sol. Ele funde dois átomos leves (como hidrogênio) para formar um átomo mais pesado, liberando muito mais energia, com menos resíduos e sem risco de colapsos como em Chernobyl.

É por isso que a fusão é considerada o “Santo Graal” da energia limpa — e motivo de disputas tecnológicas entre países como EUA e China.