Pesquisadores do Instituto Weizmann utilizam a ferramenta AlphaFold para descobrir como proteínas “esponja” neutralizam sistemas imunológicos, abrindo caminho para novas terapias e inovações em Bio-Tecnologia.
O Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, acaba de publicar na revista Science um estudo que redefine nossa compreensão sobre a “guerra” milenar entre vírus e bactérias. Liderada pelo Prof. Rotem Sorek, a equipe identificou novas famílias de proteínas denominadas “esponjas” (como a recém-descoberta Lockin), que funcionam como verdadeiras armadilhas moleculares.
A grande inovação, no entanto, está no método. Pela primeira vez, a Inteligência Artificial foi a peça-chave. Usando o AlphaFold (IA desenvolvida pelo Google DeepMind), os cientistas analisaram estruturas tridimensionais de 32 milhões de genes. “Isso nos permitiu revelar novas funções de proteínas de fagos com base unicamente em sua estrutura”, afirma o Dr. Nitzan Tal.
Essa descoberta não é apenas biológica; é um marco da Cibersegurança Biológica. Assim como um hacker silencia os alarmes de um sistema de segurança para invadir um servidor, esses vírus utilizam as proteínas esponja para “sequestrar” a comunicação das bactérias. O estudo prova que, na era da IA, a capacidade de processamento de dados e a intuição humana são as maiores ferramentas de inovação de Israel para o mundo.

credito ilustração gerada por Inteligência Artificial para o portal Israel Inovações.
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