Previsão de AVC por sensores: Como está a promessa israelense em 2026?

Em 2024, a startup israelense Avertto chamou a atenção do mundo com uma proposta audaciosa: um sensor vestível capaz de prever um AVC (Acidente Vascular Cerebral) antes mesmo dos primeiros sintomas aparecerem. Muitos se perguntaram se a ideia sairia do papel, e a resposta chegou com força no final de 2025.

Atualização de Dezembro de 2025 Diferente de muitas tecnologias que estagnam nos laboratórios, a Avertto confirmou em dezembro de 2025 que seu dispositivo, o StrokeAlert, avançou com sucesso para testes clínicos em ambientes hospitalares reais. A empresa recebeu novos investimentos e o apoio da Autoridade de Inovação de Israel, consolidando-se como uma das soluções médicas mais promissoras da atualidade.

Como funciona? O sensor é colocado de forma não invasiva no pescoço, monitorando o fluxo sanguíneo nas artérias carótidas 24 horas por dia. Utilizando Inteligência Artificial, o sistema detecta alterações mínimas que indicam um risco iminente de derrame e envia um alerta imediato para o smartphone do paciente e para a equipe médica.

Com a precisão dos dados coletados até agora, a expectativa para 2026 é a obtenção das certificações internacionais necessárias para que o produto chegue ao mercado global, salvando milhares de vidas através da prevenção em tempo real.

Texto de 2024 NoCAmels(quinta materia)

Você pode acompanhar o progresso e as novidades tecnológicas diretamente no site oficial da Avertto.

Sensor vestível da startup Avertto colocado no pescoço de um paciente para monitorar as artérias carótidas e prevenir AVC.

Crédito: Foto: Cortesia / Avertto (via NoCamels)

Câncer de Próstata: Cientistas de Israel usam a própria resistência do tumor para destruí-lo

Um dos maiores desafios da medicina moderna é o momento em que o câncer para de responder ao tratamento. Isso acontece porque as células malignas sofrem mutações que as tornam “resistentes”. No entanto, uma pesquisa revolucionária do Instituto Weizmann de Ciências, liderada pela Profª. Yardena Samuels, propõe uma solução brilhante: colocar essa resistência para trabalhar a favor da cura.

A técnica do “Ponto Fraco” Através de uma nova ferramenta computacional chamada SpotNeoMet, os pesquisadores identificaram que as mesmas mutações que ajudam o tumor a escapar dos medicamentos criam fragmentos de proteína únicos, chamados neoantígenos.

Esses fragmentos funcionam como uma “assinatura” exclusiva das células cancerosas. O sistema imunológico, quando devidamente treinado por novas imunoterapias, pode usar esses sinais para identificar e destruir apenas as células doentes, poupando as saudáveis.

Impacto no Câncer de Próstata O estudo focou inicialmente no câncer de próstata metastático — uma doença que atingiu quase 1,5 milhão de homens em 2025 e onde a resistência aos remédios é um problema comum.

A boa notícia: Os cientistas já identificaram três desses sinais (neoantígenos) que funcionam para grandes grupos de pacientes.

Diferencial: Ao contrário de outras terapias que precisam ser feitas sob medida para cada pessoa, essa descoberta pode gerar tratamentos aplicáveis a milhares de pacientes simultaneamente.

“As mesmas mutações que permitem que um tumor escape de um medicamento podem se tornar o ponto fraco do câncer”, afirma a Profª. Samuels

Pesquisador em laboratório utilizando luvas azuis e jaleco branco, fazendo sinal de "positivo" com o polegar enquanto manipula amostras em tubos de ensaio dentro de uma capela de exaustão.

Divulgação / Weizmann Institute of Science

Texto original Weizmann Institute of Science

O Segredo do “Milagre de Israel”: Professor de Harvard explica o DNA das startups israelenses

O que faz de Israel a “Nação Startup”? Para o professor Paul Gompers, da Harvard Business School, o sucesso não é por acaso. Em entrevista recente, o especialista destacou que, nos últimos 35 anos, nada menos que 70% do crescimento do PIB per capita de Israel veio do setor de tecnologia.

Mas, será que esse modelo pode ser copiado por outros países? Segundo Gompers, não é tão simples. O “manual de regras” israelense inclui fatores culturais profundos, como

  • DNA de Imigrante e a Cultura de Risco
  • Israel é um país formado majoritariamente por imigrantes de primeira ou segunda geração. Para o professor Gompers, esse é o “segredo da mágica”: imigrantes são, por natureza, pessoas dispostas a correr riscos e construir algo novo do nada. Esse histórico de vida cria uma resiliência cultural onde o medo de falhar é substituído pela necessidade de inovar. Em Israel, o fracasso em uma startup não é um fim, mas um aprendizado aceitável, pois faz parte do instinto de sobrevivência e reconstrução que define a população.
  • O papel do Exército na inovação
  • Um dos grandes diferenciais citados por Gompers é o papel das Forças de Defesa de Israel (IDF). Mais do que defesa, o exército funciona como uma incubadora de talentos em larga escala. Unidades de elite, como a Unidade 8200 (especializada em inteligência e cibersegurança), treinam jovens em tecnologias de ponta e os colocam para resolver problemas complexos sob pressão.
  • Ao saírem do serviço militar, esses jovens levam consigo não apenas o conhecimento técnico, mas uma rede de contatos poderosa e uma mentalidade empreendedora que vai direto para a fundação de novas startups.

Os Desafios para o Futuro

Apesar do sucesso, o professor alerta para “nuvens no horizonte”. O alto custo de vida e a escassez de talentos são desafios reais. Para Gompers, o futuro da inovação em Israel depende da inclusão de comunidades que ainda participam pouco do setor tecnológico, como os ultraortodoxos e a população árabe.

“O capital humano é a chave; se negligenciarmos o talento, o milagre israelense pode estagnar”, afirma o professor, que lidera uma iniciativa em Harvard para conectar empreendedores de todo o Oriente Médio.

Texto original CTECH

Professor Paul Gompers da Harvard Business School falando sobre o ecossistema de startups de Israel.

Crédito: Foto: Divulgação / Harvard Business School

Cientistas de Israel criam método para produzir remédios dentro do corpo humano

Pesquisadores do Technion – Instituto de Tecnologia de Israel desenvolveram um método revolucionário que pode mudar completamente a forma como tomamos remédios. Em vez de cápsulas ou injeções fabricadas em laboratórios externos, a ideia é transformar bactérias inofensivas em “pequenas fábricas” vivas dentro do nosso próprio organismo.

Investigador em laboratório de biotecnologia do Technion em Israel.

Foto: Divulgação / Technion – Instituto de Tecnologia de Israel

O Prof. Boaz Mizrahi, do laboratório de biomateriais do Technion, explica que esse novo paradigma permite que as proteínas terapêuticas sejam produzidas exatamente onde são necessárias. “Este pode ser um ponto de virada no mundo farmacêutico”, afirmou Mizrahi em entrevista ao The Times of Israel.

Embora a tecnologia ainda não tenha sido testada em humanos, os resultados preliminares apontam para um futuro onde o tratamento de doenças será muito mais direcionado e eficiente, eliminando processos complexos de fabricação e logística de medicamentos tradicionais.

Texto Original

Technion – Instituto de Tecnologia de Israel

TytoCare: O kit israelense que leva o consultório médico para dentro da sua casa

A Revolução da Telemedicina

Se a telemedicina comum é apenas uma videochamada, a TytoCare elevou o nível para um exame clínico real. Desenvolvida em Israel, esta tecnologia resolve o maior problema das consultas à distância: a impossibilidade de o médico auscultar o paciente.

O que vem na “maleta mágica”?

O kit TytoCare é um dispositivo portátil equipado com acessórios que permitem ao médico realizar, em tempo real, os seguintes exames:

Estetoscópio: Para ouvir o coração e os pulmões com precisão digital

Otoscópio: Para examinar o canal auditivo e detectar infecções de ouvido

Oroscópio: Uma câmara de alta resolução para observar a garganta.

Termômetro e Exame de Pele: Sensores infravermelhos e câmaras macro para análises dermatológicas.

Inteligência Artificial e Precisão

A grande inovação, muitas vezes ligada à excelência academica de instituições como o Technion, é a utilização de IA para guiar o paciente. O aparelho indica na tela exatamente onde deve ser colocado o sensor, garantindo que o médico receba dados com qualidade hospitalar, mesmo que esteja a quilómetros de distância

.TytoCare no Brasil: O Médico na sua Casa

TytoCare device kit".

Foto: Divulgação / TytoCare Ltd

A boa notícia é que essa tecnologia já cruzou o oceano. No Brasil, o Hospital Israelita Albert Einstein foi um dos grandes pioneiros ao validar e adotar o sistema TytoCare em seus serviços de telemedicina.

Isso mostra que a inovação israelense não é apenas um conceito distante, mas uma ferramenta real que já está sendo usada para agilizar diagnósticos e salvar vidas em solo brasileiro, permitindo que exames de alta precisão sejam feitos sem que o paciente precise sair de casa.

ReWalk: O exoesqueleto de Israel que faz paraplégicos voltarem a caminhar

O Renascimento da Mobilidade

Imagine passar anos em uma cadeira de rodas e, de repente, ter a chance de olhar as pessoas nos olhos novamente, de pé. Essa é a realidade proporcionada pelo ReWalk Personal, uma das inovações mais premiadas de Israel. Desenvolvido pela ReWalk Robotics, o sistema é uma estrutura motorizada que se ajusta às pernas e ao tronco do usuário.

Como a tecnologia funciona?

Pessoa utilizando o exoesqueleto ReWalk para caminhar.

Crédito da imagem: Foto: Divulgação / Lifeward (ReWalk Robotics)

O segredo do ReWalk está no seu sistema de sensores de movimento de alta precisão:

  • Sensores de Inclinação: O robô detecta quando o usuário inclina levemente o tronco para frente.
  • Passos Robóticos: Ao sentir o movimento do corpo, os motores nas articulações do quadril e dos joelhos iniciam o passo de forma natural.
  • Controle Total: Através de um comando no pulso, o usuário escolhe se quer sentar, levantar ou caminhar.

Uma História de Superação

Por trás dessa máquina, há uma história inspiradora. O inventor, Amit Goffer, fundou a empresa após sofrer um acidente que o deixou tetraplégico. Embora ele mesmo não pudesse usar o primeiro protótipo (que exigia o uso dos braços), ele dedicou sua vida para que outros pudessem recuperar a dignidade de andar.

Assista no Youtube http://www.youtube.com/watch?v=cBzwbbTPJg0

“Medicina de precisão: Como a IceCure está mudando o jogo contra o câncer”

A medicina moderna acaba de ganhar um aliado poderoso vindo diretamente de Cesareia, em Israel. A empresa IceCure Medical está revolucionando o tratamento do câncer com o sistema ProSense, uma tecnologia capaz de “congelar” tumores de mama, rim e pulmão até a sua destruição total, sem a necessidade de cortes ou anestesia geral.

O que é a Crioablação da IceCure?

técnica, conhecida como crioablação, utiliza uma agulha ultrafina que é guiada por ultrassom até o coração do tumor. Uma vez posicionada, ela libera nitrogênio líquido, atingindo temperaturas de até -170°C. Esse frio extremo cria uma “bola de gelo” que envolve o tecido doente, destruindo as células cancerígenas por congelamento instantâneo.

Por que esta inovação israelense é diferente?

Diferente das cirurgias tradicionais (lumpectomias ou mastectomias), o procedimento da IceCure é minimamente invasivo. Veja os principais benefícios:

Indolor: O frio extremo atua como um anestésico natural nos nervos locais.

Rapidez: O tratamento dura entre 20 a 40 minutos.

Recuperação Imediata: A paciente pode ir para casa logo após o procedimento, apenas com um pequeno curativo.

Sem Cicatrizes: Como não há cortes, a estética da região tratada é preservada.

Indolor: O frio extremo atua como um anestésico natural nos nervos locais.

Sistema ProSense da IceCure Medical utilizando crioablação para tratar tumores.

Foto: Divulgação / IceCure Medical

O reconhecimento global

A tecnologia da IceCure já possui aprovação do FDA (nos EUA) e da CE (na Europa). Recentemente, estudos clínicos mostraram uma taxa de sucesso impressionante no tratamento de tumores benignos e malignos em estágios iniciais, consolidando Israel como o líder mundial em dispositivos médicos de alta precisão.

É fascinante ver como a tecnologia de Israel consegue transformar tratamentos agressivos em procedimentos simples. No Israel Inovações, acreditamos que este é o futuro da medicina que queremos compartilhar com vocês.

Diabetes: O Implante vivo de Israel que desafia a dependência da insulina

O tratamento do diabetes está prestes a entrar em uma nova era. Pesquisadores em Israel, liderados pelo Prof. Shady Farah, do Technion (Instituto de Tecnologia de Israel), desenvolveram uma tecnologia que pode finalmente tornar as injeções diárias de insulina uma coisa do passado: o “pâncreas artificial vivo”.

O “Escudo de Cristal” contra a Rejeição

O grande obstáculo para os implantes sempre foi o sistema imunológico, que ataca as células estranhas. O Prof. Farah resolveu isso criando um “Escudo de Cristal”. Trata-se de um material poroso que protege as células produtoras de insulina dos ataques do corpo, mas permite que elas “sintam” o nível de açúcar no sangue e liberem a dose exata de hormônio instantaneamente.

Do Laboratório para o Paciente

Para que essa ciência chegue aos consultórios, o ecossistema israelense já conta com empresas de ponta que estão transformando a teoria em realidade:

  • Kadimastem: Especialista em cultivar células-tronco que se tornam fábricas de insulina.
  • Betalin Therapeutics: Criadora do suporte biológico (o “andaime”) que mantém o implante vivo e funcional dentro do corpo por longos períodos.

A Visão Médica

Diferente das bombas de insulina externas, que são mecânicas e precisam de manutenção, esses implantes orgânicos agem como um órgão real. A expectativa é que o paciente precise apenas de um pequeno procedimento para inserir o dispositivo, recuperando a autonomia e eliminando o risco de erros nas dosagens

texto original

TECHNION

Ilustração de implante bioartificial para diabetes mostrando a tecnologia de encapsulamento de células.

Alzheimer: Nova terapia em Israel foca na restauração da mielina para salvar neurônios

Pesquisadores em Israel descobriram um mecanismo para estimular a reparação da bainha de mielina no cérebro. A abordagem promete não apenas retardar o Alzheimer, mas potencialmente restaurar funções cognitivas perdidas ao proteger os circuitos neurais.

O Papel da Mielina na Degeneração Cognitiva

A perda de mielina (desmielinização) é um dos danos colaterais mais graves do Alzheimer. Sem essa proteção, os neurônios ficam expostos e morrem. O estudo israelense identificou moléculas que podem ativar as células precursoras de oligodendrócitos, responsáveis por “fabricar” nova mielina, promovendo uma autorreparação do sistema nervoso central.

Ilustração científica de um neurónio com destaque para a bainha de mielina e o processo de reparação nervosa.

Visão Médica: Além das Placas Amiloides

Para a medicina, essa descoberta é crucial porque muda o foco: em vez de apenas atacar as placas amiloides, a nova estratégia foca na neuroproteção ativa. Restaurar a mielina significa garantir que os neurônios sobreviventes continuem comunicando-se de forma eficiente, o que pode ser a chave para reverter sintomas de perda de memória.

Texto original TEL AVIV UNIVERSITY

Paralisia: Israel inicia fabricação de implantes neurais para testes em humanos

Em um avanço histórico, a startup Matricelf e o Tel Aviv Sourasky Medical Center (Ichilov) assinaram um acordo para iniciar a produção de tecidos nervosos funcionais e personalizados. A tecnologia, originada na Universidade de Tel Aviv, recebeu aprovação preliminar para uso compassivo em pacientes com paralisia decorrente de lesões na medula espinhal.

Da Bancada para a Clínica: O Acordo com o Hospital Ichilov

A parceria firmada entre a Matricelf e o instituto I-ACT do Hospital Ichilov marca o início da fabricação dos implantes sob padrões GMP (Good Manufacturing Practice). O uso de “salas limpas” é uma exigência regulatória rigorosa que garante a esterilidade e a segurança dos tecidos que serão implantados em seres humanos, aproximando a tecnologia da aprovação final pelo Ministério da Saúde de Israel.

Bioengenharia de Precisão do Prof. Tal Dvir

Prof. Tal Dvir no laboratório da Universidade de Tel Aviv desenvolvendo tecnologia para medula espinhal.

Foto: Cedida pela Universidade de Tel Aviv (TAU)

A base científica reside no trabalho do Prof. Tal Dvir, chefe do Centro Sagol de Biotecnologia Regenerativa da TAU. O diferencial é a criação de um tecido nervoso paciente-específico. Através de uma amostra de sangue e tecidos do próprio paciente, a tecnologia gera um implante que o corpo não reconhece como estranho, permitindo que os neurônios se regenerem e restabeleçam as conexões perdidas.

Esperança para Milhões de Paraplégicos

O objetivo final é permitir que pessoas dependentes de cadeiras de rodas voltem a caminhar. Segundo as estimativas, os primeiros procedimentos devem ocorrer nos próximos meses, após a fase de coleta de amostras e processamento em laboratório. O tratamento é voltado inicialmente para paralisias resultantes de traumas físicos na medula.

O Papel de Israel na Medicina do Futuro

Foto: Cedida pela Universidade de Tel Aviv (TAU)

“Este é um componente crucial no progresso rumo ao primeiro ensaio clínico em humanos”, afirmaram os líderes da Matricelf. A colaboração entre a infraestrutura clínica do Ichilov e a ciência de ponta da TAU reafirma Israel como o epicentro da Deep Tech médica, transformando ficção científica em tratamentos reais.

Fontes e referencias TAU TEL AVIV UNIVERSITY e MATRICELF

Imunoterapia com Células NK: A nova estratégia para eliminar reservatórios de HIV

Pesquisadores da Case Western Reserve University demonstraram que células Natural Killer (NK) aprimoradas em laboratório podem atacar o vírus onde os medicamentos atuais falham: nos reservatórios latentes. A descoberta abre caminho para o controle do HIV a longo prazo sem a dependência de terapia antirretroviral diária.

De acordo com o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) ,  mais de 30 milhões de pessoas com HIV precisam tomar medicamentos antirretrovirais (TARV) diariamente para manter o vírus sob controle.

Os medicamentos são eficazes, mas não eliminam o vírus; o HIV permanece oculto em “reservatórios” por todo o corpo, pronto para se reativar caso o tratamento seja interrompido.

Imunoterapia com Células NK: Do Câncer para o HIV

Mas pesquisadores da Case Western Reserve University , em colaboração com a Universidade de Pittsburgh , fizeram um avanço significativo no tratamento do HIV. Eles demonstraram que as células NK (Natural Killer) — células imunológicas especializadas que atacam naturalmente células infectadas por vírus e células tumorais — podem ser aprimoradas para combater melhor as infecções por HIV.

Suas descobertas foram publicadas recentemente na mBio , a revista científica da Sociedade Americana de Microbiologia.

“A imunoterapia com células NK já está sendo usada para o tratamento do câncer, e os dados desses estudos fornecem uma ótima base para a transposição dessa abordagem para uma estratégia de cura do HIV”, disse Mary Ann Checkley-Luttge, pesquisadora sênior da Escola de Medicina da Case Western Reserve, que liderou o estudo. “Esperamos que a imunoterapia com células NK possa ajudar a reduzir o reservatório viral o suficiente para permitir o controle imunológico do HIV a longo prazo sem a necessidade de terapia antirretroviral.”

Expansão Celular em Laboratório e Controle de Longo Prazo

A equipe de pesquisa descobriu que as células NK retiradas de pacientes HIV positivos podem ser expandidas e aprimoradas em laboratório para atingir e reduzir esses reservatórios virais de forma mais eficaz.

Essa descoberta representa um passo significativo rumo à remissão a longo prazo do HIV, fortalecendo o sistema imunológico do organismo. Essa abordagem pode permitir que pessoas com HIV controlem o vírus sem a necessidade de dependência vitalícia de medicamentos antirretrovirais diários.

Ilustração científica de células Natural Killer atacando o vírus HIV

Próximos Passos: Ensaios Clínicos e Modelos Avançados

“Os próximos objetivos da nossa equipe são testar se as células NK aprimoradas em laboratório podem funcionar como uma terapia pronta para uso”, disse Karn, Professor Universitário Distinto e chefe do Departamento de Biologia Molecular e Microbiologia. “Planejamos conduzir estudos usando modelos animais avançados que mimetizam de perto a infecção pelo HIV em humanos e, em seguida, trabalhar para realizar ensaios clínicos nos próximos dois anos para testar essa abordagem em pessoas que vivem com HIV.”

Texto Original Case Western Reserve University

Apple compra startup israelense Q.ai por US$ 2 bilhões para revolucionar IA

Aquisição Bilionária e a Resiliência da Equipe

 Apple compra startup israelense Q.ai.

A Apple compra startup israelense, supostamente por US$ 2 bilhões, que lê ‘micromovimentos’ faciais.

Em sua segunda maior aquisição da história, a gigante de tecnologia americana adquire a Q.ai em meio a um esforço para entrar no mercado de wearables; 30% dos funcionários da empresa foram convocados para o serviço militar na reserva em 7 de outubro.

Tecnologia de Micromovimentos Facial

A Q.ai mantém sigilo público sobre sua tecnologia, mas patentes registradas mostram que ela está sendo usada em fones de ouvido ou óculos que utilizam “micromovimentos da pele facial” para comunicação não verbal, de acordo com o Financial Times

O vice-presidente de hardware da Apple, Johnny Srouji, afirmou em um comunicado que a startup está “criando novas e criativas maneiras de usar imagens e aprendizado de máquina”.

O Futuro dos Dispositivos “Vestíveis

Essa mudança pode ser parte da estratégia da Apple para produtos “vestíveis”, como óculos inteligentes. Segundo relatos, softwares que leem expressões faciais podem abrir caminho para uma interface de usuário sem o uso das mãos, que não exige falar em voz alta.

Tom Hulme, que dirige a GV (antiga Google Ventures), uma das principais investidoras da Q.ai, escreveu em uma postagem no blog sobre a aquisição: “Por décadas, fomos forçados a falar a língua da máquina: aprendendo a digitar, clicar e deslizar. Mas acreditamos que estamos no meio de uma nova revolução tecnológica: uma era em que a máquina finalmente aprende a nos entender.”

O Histórico de Sucesso entre Aviad Maizels e a Apple

Entre os outros investidores da Q.ai estão a Kleiner Perkins, a Spark Capital e a Exor, segundo o Financial Times.

A startup, fundada em 2022, é liderada por Aviad Maizels, cujo projeto anterior, PrimeSense, também foi adquirido pela Apple em 2013 e foi fundamental para o desenvolvimento do software de reconhecimento facial desta última.

Texto original THE TIMES OF ISRAEL

Com informações de Startup Nation Central

Tomorrow.io capta US$ 175 milhões e se torna unicórnio da IA

O Novo Unicórnio da Tecnologia Espacial A Tomorrow.io, empresa fundada por veteranos de elite das Forças de Defesa de Israel (IDF), acaba de atingir uma avaliação superior a US$ 1 bilhão. Com um novo aporte de US$ 175 milhões, a empresa foca agora na implantação da DeepSky, uma constelação de satélites de última geração que utiliza Inteligência Artificial para preencher lacunas críticas nas previsões climáticas globais.

Satélite da rede DeepSky da Tomorrow.io em órbita

Por que isso é urgente? Atualmente, a previsão do tempo global depende de poucos satélites governamentais que estão chegando ao fim de sua vida útil. A Tomorrow.io está construindo uma solução privada para evitar um “apagão” de dados climáticos.

  • Tamanho importa: Enquanto os satélites antigos eram do tamanho de caixas, os novos satélites DeepSky terão o tamanho de um carro, equipados com sensores ultrassensíveis.
  • Volume de Dados: A empresa já gera cerca de três vezes mais dados atmosféricos do que todo o resto do setor combinado.

De Israel para o Mundo Fundada em 2016 (como ClimaCell) por Shimon Elkabetz, Rei Goffer e Itai Zlotnik, a empresa mantém seu centro de desenvolvimento em Tel Aviv. “Gostamos de nos autodenominar a SpaceX da tecnologia meteorológica”, afirma Goffer, destacando a transição da infraestrutura governamental para serviços privados de alta precisão.

Texto original CTECH

Repensando a Longevidade: Os Genes Importam Mais do que Pensávamos

Uma Nova Visão sobre o Envelhecimento Por décadas, acreditou-se que apenas 10% a 25% da nossa expectativa de vida era determinada pelos genes. No entanto, uma pesquisa revolucionária do Instituto Weizmann de Ciências, publicada na prestigiada revista Science, acaba de dobrar essa aposta. O estudo demonstra que a genética responde por cerca de 50% da variação na longevidade humana.

Como a Ciência “Errou” por Tanto Tempo? A equipe liderada por Ben Shenhar e pelo Prof. Uri Alon descobriu que estudos anteriores eram “mascarados” por mortes extrínsecas (acidentes, infecções e riscos ambientais). Ao utilizar modelos matemáticos e dados de gêmeos da Suécia e Dinamarca — incluindo gêmeos criados separadamente —, os pesquisadores conseguiram isolar o envelhecimento biológico dos fatores externos.

Principais Descobertas:

  • Hereditariedade Alta: A genética tem um papel muito mais forte do que o estilo de vida isolado sugeria anteriormente.
  • Demência vs. Coração: O risco de morte por demência até os 80 anos tem uma hereditariedade de 70%, superando o câncer e doenças cardíacas.
  • Incentivo Terapêutico: Se a genética é tão influente, abre-se uma porta gigante para criar terapias que “imitem” os genes da longevidade.

Texto original Instituto Weizmann de Ciências

O Prof. Reshef Tenne recebeu o Prêmio Israel de Pesquisa em Química.

Reconhecimento Máximo à Ciência de Israel O Ministro da Educação de Israel, Yoav Kisch, anunciou hoje o Prof. Reshef Tenne como o vencedor do prestigiado Prêmio Israel de 2026 na área de Pesquisa em Química e Engenharia Química. Membro do Departamento de Química Molecular do Instituto Weizmann de Ciências, Tenne é reconhecido como um dos pilares da revolução científica nos nanomateriais bidimensionais.

A Descoberta que Mudou a Indústria Em 1992, o Prof. Tenne protagonizou uma descoberta histórica: a existência de estruturas inorgânicas semelhantes a fulerenos e nanotubos inorgânicos. Essas partículas, feitas de dissulfeto de tungstênio, atuam como “rolamentos de esferas” em escala atômica.

Aplicações Práticas:

  • Lubrificação Industrial: Redução drástica de atrito em máquinas pesadas.
  • Medicina: Potencial para novas tecnologias de entrega de fármacos.
  • Aeroespacial: Reforço de polímeros para aeronaves e satélites mais leves e resistentes.

Um Legado de Excelência Nascido no Kibutz Usha, Tenne dedicou mais de 50 anos à ciência, tendo formado dezenas de pesquisadores que hoje lideram o setor em Israel e no mundo. O prêmio será entregue formalmente durante as celebrações do Dia da Independência de Israel.

Texto original Instituto Weizmann de Ciências,

O cientista israelense Prof. Reshef Tenne, vencedor do Prêmio Israel 2026 de Química.

Foto: Divulgação / Instituto Weizmann de Ciências

4 Inovações de IA do Instituto Zimin e do Technion que estão mudando a medicina

O Impacto da IA no Instituto Zimin O Instituto Zimin para Soluções de IA em Saúde, uma parceria entre a Fundação Zimin e o Technion, está na vanguarda da medicina moderna. O instituto apoia pesquisas que transformam algoritmos complexos em soluções práticas para salvar vidas. Conheça quatro tecnologias que prometem revolucionar o atendimento ao paciente:

1. Planejamento de Tratamento contra o Câncer (Prof. Ron Kimmel)

Escolher a terapia certa (quimio ou imunoterapia) é um desafio. A equipe do Prof. Kimmel desenvolveu uma IA que analisa lâminas de biópsia comuns para prever como cada paciente responderá ao tratamento. Isso torna o cuidado personalizado mais rápido e acessível, evitando tratamentos desnecessários e caros.

2. Diagnóstico Molecular por Imagem (Prof. Yonatan Savir)

O Prof. Savir utiliza a “multiômica” para prever marcadores moleculares complexos apenas analisando imagens digitais de biópsias. A tecnologia já mostra alta precisão na detecção de doenças inflamatórias crônicas e no prognóstico do câncer, agilizando exames que antes demoravam semanas.

3. Ressonância Magnética sem Pausa Respiratória (Prof. Moti Freiman)

Muitos pacientes (crianças, idosos ou pessoas com problemas respiratórios) sofrem para prender a respiração durante uma RM cardíaca. A solução MBSS-T1 usa IA para corrigir o movimento da respiração em tempo real, gerando imagens nítidas sem que o paciente precise parar de respirar.

4. Detecção de Arritmia via Smartwatch (Profª. Yael Yaniv)

A fibrilação atrial é silenciosa e perigosa. A equipe da Profª. Yaniv desenvolveu algoritmos que detectam sinais sutis de arritmia usando apenas dados de smartwatches comuns. Isso permite um diagnóstico precoce fora do hospital, prevenindo complicações graves como o AVC.

Interface de Inteligência Artificial aplicada à saúde no Instituto Zimin do Technion, Israel.

Nota do Blog

Análise do Blog: Embora o Brasil e Portugal vivam realidades distintas na saúde, as inovações do Technion respondem a necessidades comuns. No Brasil, a IA pode democratizar diagnósticos em regiões remotas, enquanto em Portugal pode aliviar a sobrecarga do SNS no monitoramento de idosos.

Texto original

American Technion Society

A EndoCure busca solucionar a crise de diagnósticos errôneos de câncer e endometriose

A Crise dos Diagnósticos Errôneos Atualmente, cerca de 75% das pacientes com endometriose recebem diagnósticos incorretos, enfrentando anos de dor e cirurgias desnecessárias. O problema reside nas limitações das tecnologias atuais, como o ultrassom manual e a ressonância magnética, que muitas vezes não detectam lesões profundas ou pequenos tumores.

A Solução: Revealan da EndoCure Fundada em 2023 pela Dra. Hadas Ziso e pelo renomado Prof. Moshe Shoham. O Prof. Moshe Shoham (cofundador) é um renomado especialista mundial em robótica médica e professor emérito da Faculdade de Engenharia Mecânica do Technion.(fundador da Mazor Robotics), a startup israelense EndoCure desenvolveu a Revealan. Trata-se de uma plataforma robótica de ultrassom que utiliza Inteligência Artificial para produzir imagens 3D com uma densidade 10 vezes maior que a de uma ressonância magnética convencional.

Plataforma robótica de ultrassom Revealan da startup israelense EndoCure para diagnóstico de câncer e endometriose.

Crédito da imagem: Cortesia da EndoCure (Revealan Platform).

Diferenciais da Tecnologia:

  • Independente do Operador: Elimina a falha humana no manuseio do ultrassom.
  • Alta Precisão: Detecta achados sutis que hoje passam despercebidos.
  • Escalabilidade: É compatível com aparelhos de ultrassom já existentes (plug-and-play).
  • Fase Clínica: A tecnologia já está sendo testada no Centro Médico Bnai Zion para o monitoramento de câncer de bexiga.

O Futuro da Medicina de Precisão Com um investimento de US$ 2,7 milhões e sediada em Israel, a EndoCure busca transformar o ultrassom de uma ferramenta subjetiva em uma plataforma global de diagnóstico confiável, reduzindo custos hospitalares e, principalmente, salvando vidas através da detecção precoce.

Texto original CTECH

Site EndoCure https://endocure.tech

Nova combinação de três fármacos consegue travar o avanço do câncer de pancreas


Um estudo recente publicado na prestigiada revista Nature e divulgado pela Live Science trouxe uma nova esperança para o tratamento de um dos tumores mais agressivos e difíceis de combater: o câncer do pâncreas. Investigadores descobriram que a utilização de uma “terapia tripla” é capaz de paralisar o crescimento do tumor ao atacar as suas fontes de sobrevivência de três ângulos diferentes.

Resultados Promissores

Nos testes realizados em modelos animais (ratos), os resultados foram impressionantes. O tratamento não só travou o crescimento dos tumores existentes, como também impediu a formação de metástases. Os cientistas acreditam que esta sinergia entre os medicamentos é a chave para transformar um diagnóstico que antes era visto como uma sentença imediata numa condição tratável.

Próximos Passos

Embora o estudo ainda esteja em fase laboratorial, a equipe de investigação já prepara os protocolos para os primeiros ensaios clínicos em humanos. O objetivo é validar se a segurança e a eficácia observadas em laboratório se repetem nos pacientes, o que poderá revolucionar a oncologia moderna nos próximos anos.

Nota do Blog: “Este avanço reforça a importância da colaboração científica internacional. No Israel Inovações, acompanhamos de perto como a ciência mundial está usando a tecnologia para resolver os maiores enigmas da medicina.”

Representação microscópica de células de câncer de pâncreas sendo bloqueadas por tratamento médico.

Texto original LiveScience

Beewise: A Startup de Israel que está Salvando as Abelhas com Inteligência Artificial

O Problema: O colapso das colmeias ameaça a agricultura mundial. O manejo tradicional não consegue responder rápido o suficiente a pragas e mudanças climáticas.

A Solução (BeeHome): A Beewise desenvolveu uma colmeia climatizada e automatizada. Através de sensores e IA, a estrutura:

. O Algoritmo de Visão Computacional: O coração da BeeHome não é apenas a caixa, mas o software. A startup desenvolveu uma IA de visão computacional que analisa o comportamento de cada abelha em milissegundos. Ela consegue detectar a presença do ácaro Varroa destructor (o maior inimigo das abelhas) muito antes de um apicultor humano notar, permitindo um tratamento localizado sem afetar o mel de toda a colmeia.

2. A Robótica de Precisão: Dentro da estrutura, um braço robótico altamente preciso realiza tarefas delicadas. Ele é capaz de administrar medicamentos com precisão de microlitros e regular a temperatura interna com uma margem de erro de apenas 0,1°C. Isso simula o ambiente perfeito para a rainha, aumentando a produtividade da colônia em até 60%.

3. Dados na Nuvem (Big Data): A Beewise não salva apenas uma colmeia; ela coleta dados globais. Todas as unidades BeeHome estão conectadas, criando uma rede de inteligência que alerta outros agricultores sobre padrões de doenças que estão se espalhando por uma região, funcionando como um “Waze” para a saúde das abelhas.

Site oficial beewise.ag

Nota do Blog

Reconhecimento Global: Uma das Melhores Invenções da TIME

O impacto da tecnologia israelense no campo não passou despercebido pela crítica internacional. A Beewise foi destaque na prestigiada lista da Revista TIME como uma das “Melhores Invenções do Ano” (vencendo tanto em 2020 quanto novamente com o modelo BeeHome 4 em 2023).

A publicação destacou que, em um mundo onde quase 40% das colônias colapsam anualmente devido a doenças e mudanças climáticas, a solução da Beewise consegue reduzir essa mortalidade para menos de 10%. Ao unir inteligência artificial com a preservação da biodiversidade, Israel não está apenas criando uma startup de sucesso, mas garantindo a segurança alimentar das próximas gerações.

"A tecnologia da Beewise utiliza IA para monitorar a saúde das colônias em tempo real. (Foto: Reprodução/Beewise)"

O Salto Quântico do Technion: O Microscópio que “Filma” a Luz

O Que é a Descoberta? Pesquisadores do Technion (Instituto de Tecnologia de Israel) desenvolveram um microscópio eletrônico quântico único no mundo. Enquanto microscópios comuns apenas “tiram fotos” de objetos estáticos, a equipe do Prof. Ido Kaminer conseguiu capturar o movimento da luz enquanto ela interage com materiais em escalas nanométricas.

Por Que Isso é Revolucionário? A grande barreira da ciência sempre foi o fato de que a luz se move rápido demais para ser observada em detalhes dentro de chips ou células. O sistema do Technion utiliza pulsos de laser ultrarrápidos para “excitar” os elétrons, permitindo que os cientistas vejam como a energia se comporta dentro de novos tipos de semicondutores.

A Conexão com a Tecnologia Global: Esta descoberta não fica presa nos muros de Haifa. Ela tem impacto direto no desenvolvimento de:

  • Computação Quântica: Entender como a luz se move é a chave para criar computadores milhões de vezes mais rápidos que os atuais.
  • Telecomunicações 6G: A busca por internet ultrarrápida depende da manipulação da luz em microchips.

Texto original Technion Instituto de Tecnologia de Israel

Microscópio eletrônico quântico do Prof. Ido Kaminer no Technion capturando o movimento da luz em nanoescala.