A ciência israelense acaba de dar um passo gigante no tratamento da epilepsia. Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém desenvolveram um peptídeo experimental, chamado TXM-CB3, que não se limita a apenas “parar as crises”, mas atua diretamente na causa biológica da progressão da doença
O que torna essa descoberta única? Diferente dos medicamentos atuais, que tentam suprimir as crises no momento em que elas ocorrem, o TXM-CB3 foca em acalmar os “sinais de estresse” químico e inflamatório do cérebro.
- Ação Protetora: Ele imita uma proteína natural do corpo (tiorredoxina), que protege os neurônios contra danos a longo prazo.
- Resultados em 2026: O estudo publicado na revista Redox Biology mostrou que, quando administrado precocemente, o peptídeo reduziu a frequência das crises e preservou regiões do cérebro responsáveis pela memória e pelo humor.
Intervenção Precoce é a Chave Liderada pelo Prof. Tawfeeq Shekh-Ahmad e pela Profª. Daphne Atlas, a pesquisa revelou que o tratamento é mais eficaz quando iniciado logo após as primeiras crises graves. Além de controlar as convulsões, o medicamento experimental ajudou a reduzir a ansiedade e as dificuldades cognitivas — problemas comuns em quem convive com a epilepsia resistente a medicamentos.
“Nosso objetivo é ir além da supressão das crises e afetar os processos que impulsionam a doença”, afirma o Prof. Shekh-Ahmad. Embora ainda em fase experimental, o TXM-CB3 abre caminho para uma nova geração de terapias que buscam devolver a qualidade de vida total aos pacientes.
Texto original Universidade Hebraica de Jerusalem

Crédito: Prince Kumar Singh e Shweta Maurya / Universidade Hebraica de Jerusalém (Hebrew University).
Evidência científica: O tratamento experimental (painel inferior) demonstrou uma proteção significativa das células cerebrais contra os danos causados pelas crises.


















