
Crédito da imagem: Israel Inovações via IA / Fonte da pesquisa: Optica Publishing Group
Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU), em Israel, desenvolveram uma técnica revolucionária chamada Origami Fotônico. O método consegue dobrar lâminas de vidro ultrafinas em estruturas 3D microscópicas diretamente em um chip, abrindo caminho para uma nova era de dispositivos ópticos ultravelozes.
As impressoras 3D tradicionais produzem superfícies ásperas que bloqueiam o desempenho óptico. Para superar isso, a equipe liderada pelo Professor Tal Carmon imitou a natureza — especificamente a forma como as escamas de uma pinha se curvam para liberar sementes — utilizando um feixe de laser focado para criar dobras perfeitas e ultralisas.
O Fim das Múltiplas Câmeras nos Celulares?
De acordo com o Prof. Carmon, essa tecnologia promete miniaturizar componentes a níveis nunca antes vistos.
“O origami fotônico pode viabilizar uma variedade de minúsculos dispositivos ópticos. Por exemplo, pode ser usado para gerar lentes de microzoom que poderiam substituir as cinco câmeras separadas usadas na maioria dos smartphones atuais”, explicou o cientista.
Além disso, a técnica permite fabricar componentes microfotônicos que usam luz em vez de eletricidade, o que ajudará na transição para computadores e processadores infinitamente mais rápidos e eficientes do que os eletrônicos tradicionais
Descoberta Acidental e Precisão Recorde
O método foi descoberto por acaso no laboratório quando a estudante de pós-graduação Manya Malhotra testava a potência de um laser invisível no vidro. Em vez de apenas brilhar, o vidro derreteu milimetricamente e se dobrou devido à tensão superficial, revelando o processo.
A pesquisa, publicada na prestigiada revista científica Optica, alcançou um recorde mundial de espessura: os cientistas criaram estruturas microscópicas com superfícies tão lisas que a variação é menor que um nanômetro, permitindo que a luz se reflita sem qualquer distorção.
Texto Original UNIVERSIDADE DE TEL AVIV

















