Decifrando o Genoma Viral: Como a IA “ENHAvir” Mapeou os Interruptores Ocultos do Herpes

A medicina genômica acaba de dar um salto significativo na compreensão da latência viral. Pesquisadores da Universidade Bar-Ilan (BIU), liderados pelo Prof. Meir Shamay e sua equipe no Laboratório Daniella Lee Casper, desenvolveram uma ferramenta de Processamento de Linguagem Natural (NLP) chamada ENHAvir, capaz de ler o DNA viral como se fosse um idioma complexo.

O Desafio dos Enhancers (Intensificadores) Na biologia molecular, os enhancers são elementos reguladores que ditam quando e com que intensidade um gene deve ser ativado. No caso dos herpesvírus (como o EBV, HSV-2 e citomegalovírus), esses interruptores são extremamente difíceis de localizar devido à densidade do genoma viral. Até então, o mapeamento exigia anos de experimentação laboratorial in vitro.

A Inovação: Aprendizado com Dados Escassos O diferencial técnico do estudo publicado na Nature Communications (2026) é a eficiência do algoritmo. O modelo ENHAvir foi treinado utilizando apenas seis sequências de enhancers conhecidas do herpesvírus associado ao sarcoma de Kaposi (KSHV). Com essa “gramática” mínima, a IA conseguiu prever com precisão os centros de controle em toda a família dos herpesvírus humanos.

As Repetições Terminais: O Painel de Controle A descoberta mais impactante revelada pela IA foi o papel das repetições terminais (sequências nas extremidades do genoma). O ENHAvir identificou que essas regiões funcionam como potentes hubs de amplificação, decidindo se o vírus permanecerá em estado de latência (dormente) ou entrará no ciclo lítico (replicação plena).

Representação digital de uma hélice de DNA com circuitos e luzes neon, simbolizando o uso de IA na medicina.

Intersecção com o Genoma Humano Surpreendentemente, a IA treinada em vírus também foi capaz de reconhecer padrões em genes humanos, especialmente envolvendo elementos Alu. Isso sugere uma coevolução regulatória, onde os vírus mimetizam a “linguagem” das nossas células para sequestrar a maquinaria celular de forma mais eficaz.

Azrieli Faculty of Medicine, Bar-Ilan University.

Nature Communications, Vol. 17, 2026

DOI 10.1038/s41467-025-66861-y

O “Gosto” do Câncer: Como a IA de Israel identifica tumores no sangue por US$ 10

O Prof. Hadar Ben-Yoavchefe do seuLaboratório de Nanobioeletrônica da BGU, Biomédica da Universidade Ben-Gurion, descreve sua invenção de forma curiosa: o sensor funciona como uma “língua eletrônica” que reconhece o “sabor” químico do câncer no plasma sanguíneo.

Diferente das colonoscopias, que são invasivas, a tecnologia OncoRedox analisa o “estado redox” (equilíbrio de oxidação) do corpo. Em estudos de prova de conceito, a precisão foi de 94%. O projeto, que levou mais de 10 anos para ser desenvolvido, contou com a expertise clínica do Prof. Gal Markel e parcerias com o Sheba Medical Center.

O dado de mercado: Enquanto testes de DNA fecal custam centenas de dólares, o custo de produção do OncoRedox é inferior a US$ 10, tornando o rastreamento em massa uma realidade possível para sistemas de saúde pública.

Texto original BEN GURION UNIVERSITY

Revolução no Trauma: Israel une Biotecnologia e Engenharia para Triplicar a Sobrevivência em Hemorragias Graves

A medicina de emergência está passando por uma transformação histórica liderada pela Universidade Hebraica de Jerusalém e pelo Corpo Médico da IDF. Através de uma abordagem que une proteção celular e aplicação ultraveloz, pesquisadores israelenses desenvolveram um sistema que promete vencer a “corrida contra o relógio” em casos de trauma severo.

A Proteção Celular: O Papel da Proteína PKC-ε O avanço biológico foca na ativação da proteína PKC-ε logo após o início do sangramento. Em testes, essa técnica elevou a taxa de sobrevivência de 25% para 73%. O tratamento atua estabilizando as funções cardiovasculares e protegendo as mitocôndrias — as usinas de energia das células — evitando a falência múltipla de órgãos mesmo em cenários de perda sanguínea massiva.

A Inovação Prática: O Autoinjetor de TXA Para garantir que a ajuda chegue a tempo, a equipe desenvolveu um autoinjetor de Ácido Tranexâmico (TXA). O TXA é um medicamento vital para estabilizar coágulos, mas sua eficácia cai 10% a cada 15 minutos de atraso. O novo dispositivo permite:

  • Rapidez: Atinge níveis terapêuticos em menos de cinco minutos.
  • Uso Universal: Pode ser operado por qualquer pessoa, sem necessidade de treinamento médico, eliminando a lentidão do acesso intravenoso (IV) tradicional em ambientes caóticos.

Impacto para o Setor de Saúde Para gestores hospitalares, profissionais de resgate e a comunidade médica, essas inovações representam o futuro do atendimento pré-hospitalar. Ao transformar procedimentos complexos em intervenções simples e altamente eficazes, Israel leva a tecnologia de ponta do campo de batalha diretamente para o cotidiano civil, oferecendo uma nova chance de vida onde cada segundo é decisivo.

Fontes e Referências:Estudo sobre Proteína PKC-ε: Universidade Hebraica de Jerusalém / Scientific Reports.

Estudo sobre Autoinjetor de TXA: Hebrew University of Jerusalem / IDF Medical Corps (Setembro de 2025).

Google faz história em Israel com investimento bilionário em cibersegurança

O Google (Alphabet) acaba de consolidar sua confiança no ecossistema de inovação de Israel com a maior aquisição de sua história: a compra da startup de segurança em nuvem Wiz por US$ 32 bilhões. Este movimento não apenas quebra recordes financeiros, mas reafirma Israel como o epicentro global da cibersegurança.

A Wiz, fundada por ex-militares da elite de inteligência de Israel, tornou-se essencial para proteger dados em nuvem de grandes corporações mundiais. Com este investimento, o Google planeja fortalecer sua infraestrutura de nuvem e inteligência artificial, utilizando a tecnologia de ponta desenvolvida em Tel Aviv.

Além da aquisição, o Google continua impulsionando o talento local através de programas como o “AI for Energy”, que seleciona startups israelenses para acelerar soluções de energia limpa com inteligência artificial. Para o Brasil, o exemplo de Israel mostra como a parceria entre gigantes da tecnologia e startups locais pode transformar a economia de um país.

Texto original CETECH

Máquina de Startups: Relatório revela que 56% das empresas iniciantes em Israel fecham as portas

Um relatório recente do Departamento Central de Estatísticas de Israel (CBS), abrangendo o período de 2011 a 2024, revela a face desafiadora do ecossistema de inovação mais famoso do mundo. Das mais de 10 mil startups criadas no período, cerca de 5.740 já encerraram suas atividades, provando que nem mesmo o “Startup Nation” está imune ao fracasso.

Apesar da alta taxa de mortalidade, a resiliência é notável: cerca de 4.500 startups seguem operando, com um aumento médio anual de 2%. O setor continua sendo o grande motor econômico do país, pagando salários que chegam a ser o dobro da média nacional. Outro dado de destaque é o papel do governo: entre 2022 e 2024, a Autoridade de Inovação de Israel injetou mais de 2 bilhões de shekels no setor, priorizando áreas críticas como a de semicondutores.

O relatório reforça que, embora o caminho seja difícil, as empresas que sobrevivem e atingem alto crescimento (cerca de 14% do total) são as que sustentam a liderança tecnológica de Israel no cenário global.

Texto original CTECH

Startup israelense Novee capta US$ 51,5 milhões para revolucionar cibersegurança com IA

Com apenas oito meses de vida, a startup israelense de cibersegurança Novee anunciou a captação de US$ 51,5 milhões em rodadas Seed e Série A. A empresa, liderada por veteranos da Unidade 8200 e do programa Talpiot, está desenvolvendo uma plataforma inovadora baseada em agentes de IA para enfrentar ameaças automatizadas que os testes tradicionais não conseguem mais acompanhar.

A proposta da Novee é aplicar metodologias de operações cibernéticas ofensivas para proteger organizações. Segundo o CEO Ido Geffen, a empresa preenche uma lacuna crítica no mercado: a automação de testes de penetração que, até então, eram feitos de forma manual e periódica. Com a IA, a Novee consegue simular táticas de atacantes reais em tempo real e de forma contínua.

Fundada em maio de 2025, a Novee já conta com 32 funcionários em Israel e Nova York, atendendo clientes de peso como HiBob e K Health. O objetivo da startup é expandir sua solução para redes e nuvem, com uma ambição similar à da gigante Wiz, tornando-se uma solução abrangente de segurança para toda a organização.

Texto original CTECH

Nvidia lança supercomputador de IA com 1.000 GPUs B200 em Israel para acelerar a inovação

Israel deu um passo histórico para consolidar sua liderança na corrida tecnológica global. A Autoridade de Inovação de Israel lançou oficialmente o “Supercomputador de IA de Israel”, uma infraestrutura de alto desempenho que utiliza os avançadíssimos aceleradores Nvidia B200.

O projeto, que contou com a Nebius para o estabelecimento da infraestrutura, já está operacional. O objetivo central é democratizar o acesso ao poder computacional de elite para o ecossistema de tecnologia israelense.

Democratização do Poder Computacional

A alocação de recursos foi planejada para beneficiar tanto o setor privado quanto o acadêmico:

  • 70% da capacidade: Destinada a empresas de alta tecnologia (startups) para o treinamento de grandes modelos de inteligência artificial.
  • 30% da capacidade: Reservada para pesquisadores da academia realizarem estudos fundamentais.

O acesso a esse sistema de alta disponibilidade será oferecido a um custo reduzido, significativamente inferior aos valores praticados no mercado global.

Investimento Bilionário da Nvidia

Supercomputador de IA da Nvidia em Israel equipado com 1.000 GPUs Blackwell B200

A iniciativa faz parte de um movimento maior, onde a Nvidia planeja investir US$ 1,5 bilhão no maior complexo de servidores da história de Israel. Segundo Dror Bin, CEO da Autoridade de Inovação, o acesso direto a esses aceleradores com desconto é um passo fundamental para fortalecer a infraestrutura de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) e garantir que a inovação industrial não seja freada pela falta de hardware.

Texto original CTECH

Cientistas de Harvard utilizam a edição genética CRISPR para identificar vulnerabilidades no superfungo Candida auris, resistente a medicamentos.

“Um avanço tecnológico vindo do Instituto Wyss, da Universidade Harvard, promete mudar o jogo no combate à Candida auris — um superfungo perigoso que assombra hospitais e lares de idosos pela sua facilidade de contágio e resistência a medicamentos.

O Desafio do “Inimigo Invisível”

A Candida auris é difícil de detectar e sobrevive por meses em superfícies hospitalares. O maior problema é que os métodos atuais de diagnóstico são lentos e caros, levando dias para confirmar se o fungo é resistente aos remédios comuns.

A Solução: Diagnóstico em Minutos com IA e CRISPR

Cientistas de Harvard desenvolveram o dSHERLOCK (SHERLOCK Digital). A tecnologia utiliza a famosa “tesoura genética” CRISPR para identificar o DNA do fungo com precisão cirúrgica.

Como funciona a inovação:

  1. Rapidez Extrema: O sistema detecta a presença do fungo em apenas 20 minutos.
  2. Inteligência Artificial: O dispositivo utiliza aprendizado de máquina (IA) para analisar milhares de moléculas simultaneamente através de sinais fluorescentes.
  3. Perfil de Resistência: Diferente dos testes antigos que apenas diziam “sim ou não”, o dSHERLOCK revela em 40 minutos o quanto o fungo é resistente aos medicamentos, permitindo que o médico escolha o tratamento certo imediatamente.

Por que isso é revolucionário?

Ao transformar um processo laboratorial complexo em uma “reação de um único recipiente”, os pesquisadores criaram uma ferramenta que pode ser usada rapidamente em surtos hospitalares, salvando vidas e evitando que o fungo se espalhe para outros pacientes.

“Esta é uma conquista tecnológica que integra a engenharia CRISPR com detecção de moléculas individuais e inteligência artificial”, afirma o Dr. James Collins, do Instituto Wyss.

Texto original UNIVERSIDADE DE HARVARD

Quebras precoces no DNA de portadoras de BRCA revelam o início do câncer de mama antes do tumor

Um novo estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que células de mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 já apresentam sinais de danos no DNA muito antes do surgimento de tumores. Publicada na revista Cell Death & Disease, a pesquisa revela um padrão de ‘pontos de dano’ que pode revolucionar a detecção precoce e a prevenção do câncer de mama


Quebras precoces no DNA de portadoras de BRCA revelam o início do câncer de mama antes do tumor

Um novo estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que células de mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 já apresentam sinais de danos no DNA muito antes do surgimento de tumores. Publicada na revista Cell Death & Disease, a pesquisa revela um padrão de “pontos de dano” que pode revolucionar a detecção precoce e a prevenção do câncer de mama.

O mistério do início da carcinogênese

Durante décadas, a ciência soube que as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 prejudicam o reparo do DNA, mas como isso transformava tecido saudável em câncer permanecia um mistério. A equipe liderada pela pesquisadora Sara Oster Flayshman utilizou sequenciamento de nova geração para mapear as células de mulheres de alto risco. A oportunidade permitiu estudar a biologia do câncer anos antes de ele se tornar clinicamente detectável.

Um padrão distinto: O ‘mapa’ das quebras de DNA

Os pesquisadores descobriram que o padrão de quebras no DNA em portadoras de BRCA é fundamentalmente diferente das células saudáveis e, surpreendentemente, muito semelhante ao que se observa em tumores já formados. Genes essenciais para o controle do câncer apresentaram danos significativamente maiores nessas pacientes, mostrando que a vulnerabilidade genômica começa muito cedo.

A caminho da medicina preditiva e preventiva

Ao mapear onde essas quebras ocorrem, a pesquisa abre caminho para ferramentas que podem detectar o risco real de uma paciente muito antes dos exames de imagem tradicionais. Para o Dr. Rami Aqeilan, compreender esses eventos iniciais permite vislumbrar novas estratégias de intervenção baseadas na biologia real das células, transformando o monitoramento de mulheres de alto risco em uma medicina verdadeiramente preventiva.

Texto original UNIVERSIDADE HEBRAICA DE JERUSALEM

IA na Medicina: Por que o ChatGPT Health e o Claude estão vencendo onde o IBM Watson falhou?

A era da Inteligência Artificial na saúde não é mais uma promessa para o futuro; ela se tornou a infraestrutura do presente. Com os lançamentos recentes do ChatGPT Health (OpenAI) e as parcerias institucionais da Anthropic, o mercado vive uma divisão clara de estratégias que vai mudar a forma como você cuida da sua saúde.

O Fantasma do IBM Watson

Para entender o sucesso de hoje, precisamos lembrar do fracasso do IBM Watson Health na década passada. O Watson sucumbiu porque não conseguia processar dados médicos fragmentados e jargões complexos. Os modelos atuais (LLMs) fazem exatamente o oposto: eles “falam” a língua dos médicos e dos pacientes com perfeição.

A Disputa de Gigantes: OpenAI vs. Anthropic

O campo de batalha da IA médica dividiu-se em dois caminhos:

  1. OpenAI (Foco no Paciente): Com o ChatGPT Health, a aposta é no empoderamento do indivíduo. A IA atua como um tradutor, ajudando o paciente a entender exames e termos técnicos antes mesmo de entrar no consultório.
  2. Anthropic (Foco no Hospital): A desenvolvedora do Claude escolheu a “porta dos fundos”. Seu foco é B2B, trabalhando diretamente com hospitais e farmacêuticas para acelerar pesquisas e apoiar decisões clínicas com foco em governança e segurança.

O “Modelo Centauro”: O Humano ainda no Comando

O caso de Tobi Lütke (CEO da Shopify) ilustra bem o momento atual. Ele usou o Claude para criar, em minutos, um software que visualizava os dados brutos de sua ressonância magnética que estavam “presos” em um formato antigo. A IA não deu o diagnóstico, mas removeu a barreira técnica, permitindo que ele acessasse seus próprios dados de forma inteligível.

O Desafio da Privacidade: Retenção Zero de Dados (ZDR)

A grande barreira para a IA se tornar onipresente em hospitais e planos de saúde (especialmente sob as rígidas leis de privacidade de Israel e dos EUA) é a segurança dos dados.

  • O conceito de ZDR (Zero Data Retention) é a nova exigência: os dados médicos devem ser processados sem serem armazenados ou usados para treinar modelos de uso geral. Sem essa garantia, a IA continuará sendo apenas uma ferramenta de consumo e não parte da rotina clínica oficial.

Texto original CTECH

Universidade Hebraica de Jerusalém descobre como prever o câncer de mama antes do surgimento do tumor.

Cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém acabam de dar um passo histórico para transformar a medicina preventiva. Um novo estudo revelou que, em mulheres portadoras das mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, as células da mama já mostram “pontos de quebra” no DNA muito antes de qualquer tumor existir.

O Mistério dos Genes BRCA1 e BRCA2

Normalmente, esses genes funcionam como “mecânicos” do nosso corpo: eles consertam o DNA quando ele sofre danos. No entanto, quando uma mulher herda uma mutação nesses genes, esse sistema de reparo falha.

Até agora, a medicina sabia do risco, mas não conseguia ver o “início do incêndio”. O estudo liderado pela pesquisadora Sara Oster Flayshman mudou isso ao mapear o que eles chamaram de “Breakoma” (um mapa das quebras no genoma).

A Descoberta: O DNA já tem um “Mapa do Crime”

Os pesquisadores descobriram que as células de mulheres com BRCA não são apenas “frágeis”; elas apresentam quebras em locais muito específicos.

  • Pontos Fracos: Essas quebras ocorrem justamente em genes que controlam o crescimento das células (proto-oncogenes).
  • Previsão: O padrão de danos encontrado em células saudáveis dessas mulheres é quase idêntico ao padrão encontrado em tumores já formados.

Ou seja: o DNA “avisa” onde o câncer vai tentar começar anos antes de ele ser visível em uma mamografia.

Por que isso é revolucionário?

Para mulheres que possuem essa mutação, a escolha hoje é muitas vezes drástica, como a retirada preventiva dos seios (mastectomia). Esta pesquisa abre caminho para:

  1. Exames de Sangue ou Biópsias Precoces: Identificar essas “quebras” antes do tumor surgir.
  2. Intervenções Biológicas: Criar tratamentos que ajudem a proteger esses “pontos fracos” específicos do DNA, evitando que a célula se torne maligna.

Texto Original Universidade Hebraica de Jerusalém

Israel na Fronteira do Futuro: Cientistas do Instituto Weizmann dão passo gigante para o Computador Quântico Perfeito

Você já ouviu falar que os computadores quânticos serão milhares de vezes mais rápidos que os atuais, mas que eles “erram” muito fácil? Um novo estudo vindo de Rehovot, Israel, acaba de encontrar a solução para esse problema.

Cientistas do Instituto Weizmann de Ciências descobriram evidências de partículas exóticas chamadas ânions não-abelianos.

O nome é difícil, mas a função delas é revolucionária: elas podem servir como uma “memória blindada” para os computadores do futuro.

O Problema: Computadores “Sensíveis”

Hoje, os computadores quânticos são extremamente delicados. Qualquer vibração ou mudança de temperatura faz com que eles percam informações. É como tentar escrever uma mensagem na areia durante uma ventania.

A Solução Israelense: Partículas com Memória

O grupo do Dr. Yuval Ronen usou o grafeno (uma camada de carbono ultrafina) para observar essas partículas raras. A grande diferença dos ânions não-abelianos é que eles guardam a história de onde passaram:

  • Imagine uma dança: Nos computadores comuns, não importa a ordem em que as partículas trocam de lugar.
  • Na descoberta de Israel: Nos ânions não-abelianos, a ordem da “dança” fica gravada na própria natureza da partícula. Isso permite codificar informações de forma muito mais segura.

Por que isso é importante?

De acordo com o Dr. Ronen, essa descoberta aproxima a ciência dos computadores quânticos tolerantes a falhas. Isso significa máquinas que poderão:

  1. Prever reações químicas complexas para criar novos remédios.
  2. Criar previsões meteorológicas ultraprecisas.
  3. Resolver problemas que um computador comum levaria bilhões de anos para processar.

Israel na Liderança

O estudo, publicado na prestigiada revista Nature, reafirma Israel como um dos poucos lugares no mundo capazes de manipular a matéria em níveis tão profundos. O próximo passo dos pesquisadores é conseguir isolar essas partículas individualmente para começar a construir as unidades de memória (qubits) que nunca falham.

Texto originalInstituto Weizmann de Ciências 7de Janeiro de 2026

Pesquisa da Universidade de Tel Aviv descobre como o câncer “desliga” o sistema imunológico

  • Resumo da descoberta:
  • O Mecanismo: Células de melanoma disparam “bolhas” (vesículas) que agem como mísseis contra os linfócitos.
  • O Efeito: Ao atingir as células de defesa, essas vesículas paralisam ou matam os linfócitos, impedindo o corpo de combater o tumor.
  • O Futuro: A descoberta permite criar terapias que bloqueiam essas “bolhas” ou fortalecem as células de defesa contra o ataque.

O Estudo Revolucionário Um novo estudo internacional liderado pela Faculdade Gray de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade de Tel Aviv (TAU) descobriu que as células de melanoma paralisam o sistema imunológico através da secreção de vesículas extracelulares (VEs).

Essas vesículas são minúsculos recipientes em forma de bolha que carregam moléculas capazes de “silenciar” as defesas do corpo. A equipe acredita que essa descoberta terá implicações profundas no tratamento da forma mais mortal de câncer de pele.

Como o melanoma silencia o corpo A descoberta foi liderada pela Profª. Carmit Levy, em colaboração com gigantes da ciência como o Instituto Weizmann, o Technion e o Hospital Geral de Massachusetts (Harvard). Os resultados foram publicados na prestigiada revista Cell.

O melanoma é extremamente perigoso porque, além de se dividir rapidamente, ele consegue invadir a derme e se espalhar pelo sangue. O estudo constatou que, enquanto crescem, as células cancerígenas “disparam” essas vesículas contra os linfócitos (células que matam o câncer).

“Descobrimos que o câncer essencialmente dispara essas vesículas contra as células imunológicas que o atacam, interrompendo sua atividade e até mesmo matando-as”, explica a Profª. Levy.

Novas estratégias de cura Embora ainda seja necessário mais trabalho para transformar a descoberta em um remédio de farmácia, as portas para a imunoterapia de precisão foram abertas.

Citado em THE TIMES OF ISRAEL

“Israel continua na vanguarda da ciência, assim como vimos na parceria tecnológica com a [Nvidia ]”.

Como o Google se tornou o principal player de IA do mundo


Uma década de investimento estratégico em IA e infraestrutura dá ao Google uma vantagem decisiva na revolução da IA, impulsionando-o a ultrapassar a Apple e a se tornar a segunda empresa mais valiosa do mundo pela primeira vez desde 2019.

Embora a revolução recente da IA seja frequentemente associada ao lançamento do ChatGPT em 2022, suas bases foram lançadas anos antes dentro do próprio Google.

O artigo “Attention Is All You Need”, publicado em 2017 por pesquisadores da empresa, criou a arquitetura dos modelos de linguagem que impulsionam a IA moderna.

Ao contrário da narrativa de que foi pego de surpresa, o Google vinha investindo estrategicamente em IA há mais de uma década, acumulando talento, infraestrutura e conhecimento.

Aquisições como DeepMind e DNNresearch, além de nomes como Geoffrey Hinton, Demis Hassabis e Ilya Sutskever, consolidaram sua liderança científica.

Essa preparação permitiu uma resposta rápida ao avanço da OpenAI. Apesar de tropeços iniciais com o Bard, o Google alcançou e superou concorrentes com o Gemini, apoiado por uma infraestrutura robusta de nuvem e chips próprios (TPUs). O Google Cloud se tornou um grande motor de crescimento, impulsionado pela demanda global por computação para IA.

Mesmo com o avanço dos chatbots, o negócio tradicional não foi abalado: buscas, publicidade e YouTube continuaram crescendo, agora reforçados por recursos de IA. Paralelamente, o Google neutralizou riscos regulatórios importantes nos EUA, afastando ameaças de desmembramento.

Por fim, apostas antigas fora do core business, como a Waymo, começam a gerar valor significativo. O resultado é um Google mais forte, diversificado e bem posicionado para liderar a próxima fase da revolução da IA, o que explica sua ascensão a uma das empresas mais valiosas do mundo.

Texto Original CTECH

Nvidia reafirma Israel como o coração de seu hardware de IA

Na CES 2026, o CEO da Nvidia, Jensen Huang, destacou a importância vital de Israel para o sucesso global da companhia.

Com uma avaliação de US$ 4,55 trilhões, a Nvidia revelou que a engenharia israelense é o motor por trás de suas tecnologias mais avançadas.

Destaques da coletiva:

  • DNA Israelense nos Chips: Surpreendentemente, 4 dos 6 principais chips de rede e IA da Nvidia (incluindo o BlueField-4 e o ConnectX-9) foram desenvolvidos em Israel.
  • Expansão Gigante: A empresa confirmou a construção de um novo campus de 160 mil metros quadrados em Kiryat Tivon, com capacidade para 10 mil funcionários.
  • Retenção de Talentos: Huang elogiou a dedicação da equipe local, citando uma rotatividade baixíssima (apenas 1% a 2%) e funcionários com mais de 25 anos de casa.
  • Compromisso Pessoal: O CEO encerrou confirmando uma visita oficial ao país em breve, reforçando que a “magia” da inovação em Israel é um pilar estratégico para o futuro da Inteligência Artificial.

Texto original CTECH

Startup israelense lança primeiro exame de sangue do mundo para personalizar tratamento da depressão

A startup israelense NeuroKaire (anteriormente conhecida como Genetika+) acaba de lançar o BrightKaire, uma inovação que promete revolucionar o tratamento do Transtorno Depressivo Maior (TDM). Trata-se do primeiro teste clínico do mundo que utiliza um exame de sangue para prever qual antidepressivo será realmente eficaz para cada paciente específico.

O fim da “Tentativa e Erro” Atualmente, encontrar o medicamento correto para a depressão pode levar até dois anos de testes frustrantes, causando sofrimento prolongado. Ao contrário dos testes genéticos comuns, que apenas analisam como o corpo metaboliza a droga, a tecnologia da NeuroKaire vai além: ela utiliza células-tronco para criar um modelo das células cerebrais do próprio paciente em laboratório — técnica chamada de “cérebro em placa de Petri”.

Como funciona a tecnologia:

  • Personalização Funcional: O teste observa diretamente como as células cerebrais do paciente reagem a diferentes medicamentos em tempo real.
  • Inteligência Artificial: Algoritmos de IA processam esses dados biológicos para indicar ao médico a prescrição com maior chance de sucesso.
  • Aprovação Internacional: O teste já possui aprovação regulatória nos EUA e está disponível para médicos em Israel e no território americano.

Histórico e Investimento Fundada em 2018 pelas doutoras Talia Cohen-Solal e Daphna Laifenfeld, a NeuroKaire já captou cerca de US$ 25 milhões em investimentos e mais € 17,5 milhões em subsídios da União Europeia. O Prof. Mark Weiser, do Sheba Medical Center, descreve o avanço como um marco histórico na psiquiatria, permitindo finalmente uma compreensão biológica profunda e individualizada da depressão.

Texto original

CTECH by Calcalist 9 de Setembro de 2025

Ciência de Israel descobre relação inesperada entre tumores e saúde cardíaca

“Uma pesquisa revolucionária liderada pelo Prof. Ami Aronheim, do Technion (Instituto de Tecnologia de Israel), está mudando o que sabemos sobre a Cardio-Oncologia.

O estudo revelou uma via de mão dupla: enquanto já se sabia que tratamentos de câncer podem afetar o coração, os pesquisadores descobriram que o próprio desenvolvimento do câncer, antes de qualquer tratamento, pode reduzir a fibrose cardíaca e melhorar a função do músculo do coração.

Essa descoberta é crucial porque abre portas para novos medicamentos que possam reverter cicatrizes no coração (fibrose), algo que a medicina atual ainda não consegue fazer de forma direta. O Technion continua na vanguarda, mostrando que entender a biologia complexa entre essas duas doenças pode salvar vidas em ambos os grupos de pacientes

  Texto original Technion – Instituto de Tecnologia de Israel

3 de Dezembro de 2025

Palo Alto Networks em vias de adquirir a startup Israelense Koi por US$ 400 milhões

Conteúdo: A gigante da cibersegurança Palo Alto Networks continua sua expansão estratégica. Após a aquisição histórica da CyberArk, a empresa agora negocia a compra da israelense Koi, fundada há apenas um ano por ex-integrantes da unidade de elite 8200.

O diferencial da Koi? Eles atacam o “ponto cego” dos antivírus comuns: a cadeia de suprimentos de software. Enquanto ferramentas tradicionais tentam detectar o vírus já dentro da máquina, a Koi utiliza seu motor de IA (Wings) para bloquear extensões de navegadores e IDEs (como o VSCode) maliciosas antes mesmo da instalação.

Com mais de 500 mil endpoints protegidos em empresas da Fortune 50, a Koi prova que a segurança proativa é a nova prioridade em um mundo dominado por IA.

O Pulo do Gato: Enquanto a maioria das ferramentas de segurança tenta expulsar o invasor que já entrou, a Koi age como um “filtro inteligente” que impede a entrada de ferramentas maliciosas disfarçadas de extensões inofensivas. É a segurança na origem, não na reação.

(Nota: O site original contém alto volume de anúncios).

Análise e síntese de dados apoiadas por Inteligência Artificial (Gemini).

Fonte: CTECH by CALCALIST

Google e Universidade de Tel Aviv expandem parceria com investimento de US$ 1 milhão em Inteligência Artificial

A parceria estratégica entre a Universidade de Tel Aviv (TAU) e o Google acaba de entrar em uma nova e ambiciosa fase. Foi anunciado um programa de três anos dedicado a impulsionar a pesquisa em Inteligência Artificial (IA) e Ciência de Dados, consolidando o ecossistema de inovação israelense. Através do Google.org, o braço filantrópico da gigante tecnológica, será destinado US$ 1 milhão para financiar pesquisas de base e iniciativas educacionais.

Foco em Pesquisa Fundamental e Ética

O programa será liderado pelo Centro de IA e Ciência de Dados da TAU (TAD), sob a coordenação do Prof. Yishay Mansour. O objetivo central é desvendar os mecanismos por trás do sucesso dos grandes modelos de linguagem (LLMs), buscando melhorias na eficiência algorítmica e avançando em IA para privacidade. Segundo o Prof. Mansour, um dos maiores desafios atuais é desenvolver teorias que expliquem os processos de treinamento de IA, contribuindo para melhorias significativas na segurança e proteção de dados.

Impacto Social e Formação de Talentos

A colaboração vai além dos laboratórios e foca na próxima geração de especialistas:

  • Bolsas de Estudo: Suporte financeiro para alunos de doutorado em áreas centrais da Inteligência Artificial.
  • Programa BITS de IA: Uma iniciativa voltada para jovens de periferias sociais e geográficas de Israel, promovendo a democratização do acesso à tecnologia de ponta.
  • Inclusão Feminina: Continuidade do suporte ao programa ExactShe, que visa criar uma comunidade de apoio para mulheres na pesquisa científica.

A Força da Parceria Academia-Indústria

Para o Prof. Yossi Matias, Vice-Presidente do Google Research, o enriquecimento mútuo entre a pesquisa acadêmica e a inovação tecnológica da indústria é o que gera avanços significativos para a humanidade. Esta parceria de longo prazo reafirma o compromisso mútuo de nutrir pesquisadores em Israel e buscar soluções para desafios tecnológicos complexos em áreas como sustentabilidade, saúde e educação.

Texto original https://english.tau.ac.il/news/tau-and-google-launch-new-program

21 de Dezembro de 2025

Células B e dengue: um jogo de gato e rato

Infecções Repetidas por Dengue Geram Super-Anticorpos Protetores

A Dengue é uma doença global causada por quatro sorotipos virais (DENV1 a DENV4), e a ciência ainda busca uma vacina que ofereça imunidade cruzada duradoura contra todos eles. O desafio é que as vacinas atuais não conseguem simular totalmente a resposta imune protetora que algumas pessoas naturalmente desenvolvem.

O Segredo da Imunidade Natural:

O estudo destaca que indivíduos infectados naturalmente produzem anticorpos excepcionalmente potentes e amplamente neutralizantes que visam um alvo específico e crucial no vírus, chamado Epítopo do Dímero E (EDE). O EDE é um local altamente conservado e essencial para a entrada do vírus nas células.

O Fator “Repetição” (A Descoberta Principal):

Pesquisadores das Filipinas demonstraram que a chave para a produção desses super-anticorpos (anti-EDE) não é apenas a exposição, mas sim a infecção repetida:

  • Proteção Cruzada: Crianças com pelo menos duas infecções prévias documentadas por dengue desenvolveram anticorpos protetores semelhantes ao EDE, que conferem ampla proteção contra os quatro sorotipos.
  • Ausência: Em contraste, crianças com apenas uma infecção documentada quase não apresentaram esses anticorpos anti-EDE.

Implicações Acadêmicas:

O achado sugere que os epítopos do EDE não são imunodominantes (o corpo não os reconhece facilmente na primeira tentativa). É provável que o sistema imunológico precise passar por extensos ciclos de maturação (como a maturação de afinidade nas células B) após exposições repetidas para aprender a produzir os anticorpos anti-EDE de alta potência.

Este estudo reforça a necessidade de desenvolver uma nova geração de vacinas que consigam mimetizar o efeito das infecções repetidas, focando especificamente no epítopo EDE para induzir uma imunidade protetora, potente e duradoura contra todos os sorotipos da dengue.

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