Metatron NRG: Reator nuclear do tamanho de um desktop

A startup israelense Metatron NRG está desenvolvendo um reator de fusão nuclear portátil — pequeno o suficiente para caber sobre uma mesa. A inovação pode transformar o acesso a energia limpa e acessível em escala doméstica e industrial.

A tecnologia se baseia em plasmoides, feixes de plasma estabilizados por campos magnéticos, que podem catalisar a fusão nuclear. Essa abordagem promete ser mais segura, com menos resíduos e custo mais acessível que os reatores tradicionais.

A empresa, sediada em Sde David, no sul de Israel, foi cofundada por Yeshayahu Eisenberg,CEO da empresa que é PhD em física de altas energias pelo 
Instituto de Ciências Weizmann de Israel , e pela escritora e inventora Clara Szalai. O projeto está em fase de protótipo e já conta com US$ 2 milhões em financiamento.

“Estamos abrindo caminho para reatores de fusão de pequena escala que podem revolucionar a geração de energia”, afirma Eisenberg.

A fusão baseada em plasmoides é comparada pela empresa à revolução dos transistores nos anos 1940, substituindo grandes válvulas de vácuo por soluções miniaturizadas.


Nota do blog

Diferença entre fusão nuclear e fissão nuclear

Fusão Nuclear:

O que é: União de dois núcleos atômicos leves (como isótopos de hidrogênio) para formar um núcleo mais pesado, liberando uma quantidade ainda maior de energia.

Como funciona: Requer temperaturas e pressões extremamente altas para superar a repulsão elétrica entre os núcleos e forçá-los a se fundir.

Aplicações: É o processo que alimenta o Sol e outras estrelas. Atualmente em fase experimental para geração de energia na Terra.

Fissão Nuclear:

O que é: Quebra de um núcleo atômico pesado (como o urânio) em núcleos menores, liberando grande quantidade de energia no processo.

Como funciona: Um neutrão colide com o núcleo pesado, tornando-o instável e causando sua divisão. Essa divisão libera mais neutrões, que podem causar novas fissões (reação em cadeia).

Aplicações: Usada em usinas nucleares para geração de eletricidade e em armas nucleares.

“Inovação Israelense: Leite Materno como Base para Administração Oral de Vacinas e Remédios”:

Cientistas israelenses deram um passo promissor para o futuro da medicina: desenvolveram partículas artificiais inspiradas no leite materno que podem transformar a forma como medicamentos e vacinas são administrados.

Pesquisadores do Technion – Instituto de Tecnologia de Israel, em Haifa, criaram os milkossomos, nanopartículas capazes de atravessar a barreira intestinal e levar medicamentos diretamente à corrente sanguínea. A inovação tem potencial para substituir injeções por tratamentos orais — uma revolução especialmente importante para quem depende de aplicações frequentes, como diabéticos.

🔐 O desafio da barreira intestinal

O intestino humano é protegido por uma barreira altamente seletiva. Ela impede que substâncias potencialmente perigosas entrem no organismo, bloqueando inclusive compostos úteis como insulina e vacinas. No entanto, o leite materno humano consegue atravessar essa barreira com facilidade.

Segundo o doutorando Si Naftaly, que lidera a pesquisa, “se os compostos do leite materno conseguem atravessar essa barreira, isso significa que ele contém ‘chaves’ que permitem que isso aconteça”.

🧪 A tecnologia dos milkossomos

A equipe descobriu que certas proteínas presentes no leite formam uma espécie de “coroa de proteção” ao redor das nanopartículas, ajudando-as a enganar a barreira intestinal. Inspirados nesse mecanismo, os pesquisadores criaram os milkossomos, que simulam os exossomos — partículas naturais do leite responsáveis por fortalecer o sistema imunológico e auxiliar no desenvolvimento infantil.

Nos testes, os milkossomos demonstraram a capacidade de atravessar o intestino carregando moléculas terapêuticas, o que abre portas para tratamentos orais mais eficazes e acessíveis.

💡 Por que isso importa?

  • Medicação oral é mais simples, barata e menos invasiva.
  • Beneficia pacientes que têm medo de agulhas ou precisam de tratamentos contínuos.
  • Facilita a distribuição de vacinas em larga escala, principalmente em regiões com infraestrutura limitada.

🌍 Um fluido poderoso

“O leite materno é um biofluido extraordinário”, explica o Prof. Assistente Assaf Zinger, coautor do estudo. “Para impactar a saúde do bebê, seus compostos precisam atravessar o sistema digestivo e alcançar a corrente sanguínea. Agora, conseguimos replicar esse mecanismo.”


🔗Instituição:
Technion – Israel Institute of Technology

Oligo Security levanta US$ 50 milhões para impedir ataques cibernéticos baseados em aplicativos

Por 

Yulia Karra 24 de março de 2025

A startup israelense usa tecnologia própria para detectar vulnerabilidades em tempo real e proteger softwares nativos da nuvem.


🔐 Segurança cibernética para a era da nuvem

A Oligo Security, fundada em Israel em 2022, acaba de levantar US$ 50 milhões em uma rodada Série B, somando US$ 80 milhões em investimentos totais desde sua criação.

A empresa desenvolveu uma plataforma especializada em proteger aplicativos contra ataques cibernéticos, identificando e neutralizando vulnerabilidades em tempo real, especialmente em ambientes nativos da nuvem.


📈 Alta demanda por proteção de aplicativos

Segundo dados do setor, os ataques a software nativo da nuvem triplicaram no último ano, criando uma corrida por soluções eficazes de segurança.

A plataforma da Oligo oferece inspeção profunda em tempo de execução, analisando o comportamento do aplicativo, bibliotecas de código e funções específicas, e interrompendo ataques antes que sejam bem-sucedidos.

“Construímos a Oligo para ver mais profundamente em qualquer aplicativo do que nunca”, disse o CEO Nadav Czerninski. “Identificamos vulnerabilidades críticas e interrompemos qualquer tentativa de exploração.”

Ele fundou a empresa junto com Gal Elbaz e Avshalom Hilu.


🤝 Investidores e visão de futuro

A rodada foi liderada pela Greenfield Partners, com apoio da Red Dot Capital, Strait Capital e investidores anteriores como Ballistic Ventures, Lightspeed Venture Partners e TLV Partners.

Para Avery Schwartz, sócio da Greenfield, a Oligo oferece um diferencial claro:

“Com o Oligo, a adivinhação acabou. Agora é possível focar apenas nas vulnerabilidades que representam risco real.”


Um novo “Projeto Manhattan” para dominar a energia de fusão?

Artigo publicado no site GATESTONE INSTITUTE

por 
Lawrence Kadish

Resumo do blog
O autor Lawrence Kadish propõe que os Estados Unidos lancem um programa estratégico de energia de fusão inspirado no Projeto Manhattan da Segunda Guerra Mundial. Ele argumenta que, enquanto o mundo está distraído com conflitos e política internacional, a China está silenciosamente tomando a dianteira em pesquisas sobre fusão, investindo até US$ 1,5 bilhão por ano.

A preocupação gira em torno da possibilidade de a China patentear tecnologias-chave e dominar um setor que poderá definir a liderança global do século XXI: a produção de energia limpa, ilimitada e sustentável por meio da fusão nuclear.

Kadish faz um apelo ao presidente Donald Trump  para que encarem a fusão como uma prioridade estratégica nacional, antes que seja tarde demais.

Leia o artigo original

lhttps://www.gatestoneinstitute.org/21465/manhattan-project-for-fusion-energy

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No caso de celular os 3 pontinhos no canto superior direito

. Nota do blog: Qual a diferença entre fusão e fissão nuclear?

Fissão nuclear é o processo usado nas usinas nucleares atuais. Nele, um núcleo atômico pesado (como o urânio) é dividido em dois núcleos menores, liberando energia — e também resíduos radioativos.

Fusão nuclear, por outro lado, é o processo que ocorre naturalmente no Sol. Ele funde dois átomos leves (como hidrogênio) para formar um átomo mais pesado, liberando muito mais energia, com menos resíduos e sem risco de colapsos como em Chernobyl.

É por isso que a fusão é considerada o “Santo Graal” da energia limpa — e motivo de disputas tecnológicas entre países como EUA e China.