
Credito imagem site ELETIMES
Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU), em colaboração com cientistas do Japão, deu um passo histórico rumo à próxima geração da eletrônica mundial. Eles conseguiram criar um interruptor nanométrico capaz de controlar a estrutura interna do grafeno usando uma quantidade de energia tão baixa que é considerada praticamente insignificante.
O estudo, publicado na renomada revista Nature Nanotechnology, foi liderado pelo Professor Moshe Ben-Shalom e promete revolucionar a forma como fabricamos chips de memória, sensores e processadores, tornando-os infinitamente mais rápidos e frios.
Segredo do Deslizamento Atômico
O grafeno é uma única camada de átomos de carbono, famosa por sua resistência e condutividade. O grande segredo da pesquisa não foi o material em si, mas a forma como as camadas são empilhadas. Dependendo do arranjo, o grafeno pode mudar completamente suas propriedades elétricas e até se tornar um supercondutor.
Até hoje, mudar esse arranjo exigia muita energia. A solução inovadora de Israel foi criar minúsculas “ilhas” de grafeno onde as camadas deslizam umas sobre as outras praticamente sem atrito.
“Em vez de quebrar e reconstruir ligações químicas, simplesmente deslizamos camadas atômicas umas sobre as outras — um processo natural muito mais rápido e eficiente”, explicou o Prof. Moshe Ben-Shalom
O resultado é impressionante: uma vez que o movimento começa, em muitos casos ele continua sozinho, gastando uma fração minúscula da energia consumida pelas memórias atuais dos nossos computadores e celulares.
Computadores que imitam o Cérebro Humano
A descoberta vai além dos componentes eletrônicos comuns. Os cientistas demonstraram que essas microilhas de grafeno conseguem se “comunicar” de maneira mecânico-elástica, muito parecido com uma rede neural biológica.
Essa propriedade é o Santo Graal para o desenvolvimento da computação neuromórfica — a criação de computadores inteligentes que imitam o funcionamento e a eficiência do cérebro humano. O projeto transforma um fenômeno físico que antes era puramente teórico em tecnologia prática, consolidando mais uma vez o pioneirismo de Israel na ciência de materiais.
Texto Original UNIVERSIDADE DE TEL AVI TAU