VTA e Resposta Imunológica: A Neurobiologia da Antecipação Positiva na Eficácia Vacinal

A Conexão VTA-Imunidade Pesquisadores de instituições líderes em Israel (incluindo a Profª Talma Hendler e a Profª Asya Rolls) identificaram um mecanismo neurobiológico mensurável que conecta o sistema de recompensa do cérebro à eficácia do sistema imunológico. Utilizando Neurofeedback por fMRI, o estudo demonstrou que a ativação voluntária da Área Tegmental Ventral (VTA) correlaciona-se diretamente com o aumento na produção de anticorpos pós-vacinação contra Hepatite B.

Infográfico científico mostrando a Área Tegmental Ventral (VTA) do cérebro e sua conexão biológica com a resposta imunológica vacinal, representando o estudo da Universidade de Tel Aviv.

Diferenciação Anatômica e Funcional O estudo destaca que este efeito é específico: não foi observado no hipocampo ou em outras áreas de recompensa ligadas apenas ao prazer passivo. O diferencial está na Antecipação Positiva — um estado mental de entusiasmo e expectativa ativa — que mantém a VTA disparando estímulos que o corpo traduz em robustez imunológica.

Implicações na Prática Médica Não se trata de substituir terapias, mas de entender o cérebro como um agente ativo na recuperação e proteção do organismo. Para o clínico, isso abre portas para terapias complementares não invasivas em imunoterapia e no tratamento de patologias crônicas, aproveitando o “efeito placebo” não como uma ilusão, mas como uma ferramenta biológica de precisão.

Fonte: Estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv (TAU) e do Centro Médico de Tel Aviv (Ichilov), publicado em colaboração com especialistas em neuroimunologia.

Texto Original TAU Universidade de Tel Aviv