“Alzheimer no Instituto Weizmann de Israel: Nova Terapia CAR-T apresenta resultados”

Uma revolução médica está saltando da oncologia para a neurologia. A terapia CAR-T, que transformou o tratamento de cânceres no sangue, acaba de mostrar resultados promissores no combate à doença de Alzheimer, segundo estudo do Instituto Weizmann de Ciências em parceria com a Universidade de Washington.

O estudo, publicado no prestigiado periódico PNAS, utiliza a base lançada há 30 anos pelo saudoso Prof. Zelig Eshhar. A técnica consiste em “treinar” geneticamente as células imunológicas (células T) do próprio paciente para identificar e atacar alvos específicos no corpo.

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Desta vez, os pesquisadores conseguiram programar essas células para reconhecer as placas beta-amiloides — as proteínas que se acumulam no cérebro e causam o Alzheimer.

Resultados que Impressionam Em modelos laboratoriais, a injeção dessas células modificadas resultou em:

  • Redução significativa dos depósitos de amiloide no cérebro.
  • Diminuição drástica nos marcadores de inflamação do tecido cerebral.

De acordo com o Prof. Jonathan Kipnis, isso representa um passo empolgante para novas terapias não só para o Alzheimer, mas também para ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica) e Parkinson. Já o Prof. Ido Amit, do Weizmann, projeta que no futuro essas células poderão ajudar na recuperação de AVC (derrames) e na regeneração do tecido cerebral.

Para oferecer uma visão completa sobre o futuro do tratamento Alzheimer, interligamos as três descobertas mais recentes publicadas aqui no portal

Ataque Direto (Terapia CAR-T): O Instituto Weizmann usa engenharia genética para limpar as placas beta-amiloides (causa física da doença).

Infográfico comparativo sobre Alzheimer: imunoterapia do Instituto Weizmann, proteína Tau e mielina, e mapeamento genético do Instituto Allen.

Imagem: Divulgação / Israel Inovações (Fontes: Instituto Weizmann, Univ. Washington e Instituto Allen).

Proteção Estrutural (Mielina): O estudo sobre a Produção de Mielina TEL AVIV UNIVERSITY foca em recuperar a “capa” dos neurônios para evitar a perda de sinal.

Diagnóstico por IA (Escuta Cerebral): A tecnologia do Instituto Allen permite “ouvir” as falhas de comunicação entre as células em tempo real.