Diabetes: O Implante Vivo de Israel que Desafia a Dependência da Insulina

O tratamento do diabetes está prestes a entrar em uma nova era. Pesquisadores em Israel, liderados pelo Prof. Shady Farah, do Technion (Instituto de Tecnologia de Israel), desenvolveram uma tecnologia que pode finalmente tornar as injeções diárias de insulina uma coisa do passado: o “pâncreas artificial vivo”.

O “Escudo de Cristal” contra a Rejeição

O grande obstáculo para os implantes sempre foi o sistema imunológico, que ataca as células estranhas. O Prof. Farah resolveu isso criando um “Escudo de Cristal”. Trata-se de um material poroso que protege as células produtoras de insulina dos ataques do corpo, mas permite que elas “sintam” o nível de açúcar no sangue e liberem a dose exata de hormônio instantaneamente.

Do Laboratório para o Paciente

Para que essa ciência chegue aos consultórios, o ecossistema israelense já conta com empresas de ponta que estão transformando a teoria em realidade:

  • Kadimastem: Especialista em cultivar células-tronco que se tornam fábricas de insulina.
  • Betalin Therapeutics: Criadora do suporte biológico (o “andaime”) que mantém o implante vivo e funcional dentro do corpo por longos períodos.

A Visão Médica

Diferente das bombas de insulina externas, que são mecânicas e precisam de manutenção, esses implantes orgânicos agem como um órgão real. A expectativa é que o paciente precise apenas de um pequeno procedimento para inserir o dispositivo, recuperando a autonomia e eliminando o risco de erros nas dosagens

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TECHNION

Ilustração de implante bioartificial para diabetes mostrando a tecnologia de encapsulamento de células.