Quebras precoces no DNA de portadoras de BRCA revelam o início do câncer de mama antes do tumor

Um novo estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que células de mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 já apresentam sinais de danos no DNA muito antes do surgimento de tumores. Publicada na revista Cell Death & Disease, a pesquisa revela um padrão de ‘pontos de dano’ que pode revolucionar a detecção precoce e a prevenção do câncer de mama


Quebras precoces no DNA de portadoras de BRCA revelam o início do câncer de mama antes do tumor

Um novo estudo da Universidade Hebraica de Jerusalém descobriu que células de mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 já apresentam sinais de danos no DNA muito antes do surgimento de tumores. Publicada na revista Cell Death & Disease, a pesquisa revela um padrão de “pontos de dano” que pode revolucionar a detecção precoce e a prevenção do câncer de mama.

O mistério do início da carcinogênese

Durante décadas, a ciência soube que as mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 prejudicam o reparo do DNA, mas como isso transformava tecido saudável em câncer permanecia um mistério. A equipe liderada pela pesquisadora Sara Oster Flayshman utilizou sequenciamento de nova geração para mapear as células de mulheres de alto risco. A oportunidade permitiu estudar a biologia do câncer anos antes de ele se tornar clinicamente detectável.

Um padrão distinto: O ‘mapa’ das quebras de DNA

Os pesquisadores descobriram que o padrão de quebras no DNA em portadoras de BRCA é fundamentalmente diferente das células saudáveis e, surpreendentemente, muito semelhante ao que se observa em tumores já formados. Genes essenciais para o controle do câncer apresentaram danos significativamente maiores nessas pacientes, mostrando que a vulnerabilidade genômica começa muito cedo.

A caminho da medicina preditiva e preventiva

Ao mapear onde essas quebras ocorrem, a pesquisa abre caminho para ferramentas que podem detectar o risco real de uma paciente muito antes dos exames de imagem tradicionais. Para o Dr. Rami Aqeilan, compreender esses eventos iniciais permite vislumbrar novas estratégias de intervenção baseadas na biologia real das células, transformando o monitoramento de mulheres de alto risco em uma medicina verdadeiramente preventiva.

Texto original UNIVERSIDADE HEBRAICA DE JERUSALEM