Alzheimer: Nova terapia em Israel foca na restauração da mielina para salvar neurônios

Pesquisadores em Israel descobriram um mecanismo para estimular a reparação da bainha de mielina no cérebro. A abordagem promete não apenas retardar o Alzheimer, mas potencialmente restaurar funções cognitivas perdidas ao proteger os circuitos neurais.

O Papel da Mielina na Degeneração Cognitiva

A perda de mielina (desmielinização) é um dos danos colaterais mais graves do Alzheimer. Sem essa proteção, os neurônios ficam expostos e morrem. O estudo israelense identificou moléculas que podem ativar as células precursoras de oligodendrócitos, responsáveis por “fabricar” nova mielina, promovendo uma autorreparação do sistema nervoso central.

Ilustração científica de um neurónio com destaque para a bainha de mielina e o processo de reparação nervosa.

Visão Médica: Além das Placas Amiloides

Para a medicina, essa descoberta é crucial porque muda o foco: em vez de apenas atacar as placas amiloides, a nova estratégia foca na neuroproteção ativa. Restaurar a mielina significa garantir que os neurônios sobreviventes continuem comunicando-se de forma eficiente, o que pode ser a chave para reverter sintomas de perda de memória.

Texto original TEL AVIV UNIVERSITY