A fronteira entre a tecnologia e a vida acaba de ficar mais estreita. O Google DeepMind, braço de inteligência artificial da gigante de tecnologia, anunciou o lançamento do AlphaGenome, uma ferramenta poderosa projetada para decodificar o complexo manual de instruções do nosso DNA.
Publicado na prestigiosa revista Nature no final de janeiro de 2026, o modelo computacional representa um salto gigante em relação às ferramentas anteriores. Enquanto outros modelos analisavam pequenos trechos do código genético, o AlphaGenome consegue processar até um milhão de “letras” de DNA por vez.
Além do “DNA Lixo” Apenas 2% do nosso DNA é responsável por construir proteínas. Durante décadas, o restante foi injustamente chamado de “DNA lixo”. Hoje, sabemos que essa parte regula como nossos genes são ativados ou desativados. O objetivo do AlphaGenome é justamente prever como pequenas mutações ou “erros de digitação” nesse código podem levar a doenças graves, como a leucemia.
Por que isso importa?
- Precisão Inédita: Em testes, a ferramenta superou quase todos os modelos existentes na previsão de variantes genéticas.
- Acesso Aberto: O Google disponibilizou o AlphaGenome gratuitamente para a comunidade científica global, acelerando a busca por curas.
- Futuro da Medicina: A ferramenta abre portas para o desenvolvimento de terapias genéticas personalizadas e diagnósticos de doenças raras que hoje levam anos para serem identificadas.
Embora ainda existam limitações — como a dificuldade de prever variantes muito raras ou distantes — os cientistas do DeepMind acreditam que este é apenas o começo. Assim como o seu antecessor, o AlphaFold (que rendeu o Prêmio Nobel de Química aos seus criadores), o AlphaGenome pode mudar para sempre a forma como tratamos as doenças no século XXI.
Fonte site 1440
texto oridinal Smithsoniam magazine
