O Modelo Israelense Israel consolidou-se como o segundo maior polo de investimentos em Deep Tech (tecnologia de ponta) do mundo. Com mais de 1.000 startups na interseção entre ciência avançada e mercado, o país aprendeu que ter uma tecnologia revolucionária não basta; é preciso saber vendê-la.
Lian Michelson, da Marvelous Ventures, destaca que o segredo de Israel é a capacidade de levar a ideia do laboratório para o mercado com um foco incansável na prática. Confira as três lições fundamentais para fundadores e inovadores:
1. O Cliente vem antes da perfeição Muitos cientistas passam anos isolados aperfeiçoando um produto. O conselho de Michelson é o oposto: converse com clientes desde o primeiro dia. Entender o que o mercado valoriza ajuda a direcionar a pesquisa para soluções reais, evitando desperdício de tempo com tecnologias que ninguém quer comprar.
2. Reduza o risco para quem compra Empresas falham quando o cliente não se sente seguro para adotar algo novo. Você precisa saber o que o seu comprador exige: São dados de laboratório? Testes de campo? Aprovação regulatória? Entregar essa prova de segurança é o que separa um protótipo de um produto comercial.
3. Não seja refém de um único parceiro Trabalhar com um grande cliente é ótimo para começar, mas adaptar seu produto apenas para ele limita seu crescimento. O sucesso está em criar soluções que resolvam problemas de todo um setor, atraindo vários parceiros e garantindo que sua startup seja escalável.
Conclusão O sucesso em tecnologia não vem da obsessão pela ferramenta, mas da obsessão pelo problema. O ecossistema de Israel prova que a fluência comercial é tão vital para um fundador quanto o seu domínio técnico
Texto original STARTUP NATION CENTRAL
