Você já ouviu falar que os computadores quânticos serão milhares de vezes mais rápidos que os atuais, mas que eles “erram” muito fácil? Um novo estudo vindo de Rehovot, Israel, acaba de encontrar a solução para esse problema.
Cientistas do Instituto Weizmann de Ciências descobriram evidências de partículas exóticas chamadas ânions não-abelianos.
O nome é difícil, mas a função delas é revolucionária: elas podem servir como uma “memória blindada” para os computadores do futuro.
O Problema: Computadores “Sensíveis”
Hoje, os computadores quânticos são extremamente delicados. Qualquer vibração ou mudança de temperatura faz com que eles percam informações. É como tentar escrever uma mensagem na areia durante uma ventania.
A Solução Israelense: Partículas com Memória
O grupo do Dr. Yuval Ronen usou o grafeno (uma camada de carbono ultrafina) para observar essas partículas raras. A grande diferença dos ânions não-abelianos é que eles guardam a história de onde passaram:
- Imagine uma dança: Nos computadores comuns, não importa a ordem em que as partículas trocam de lugar.
- Na descoberta de Israel: Nos ânions não-abelianos, a ordem da “dança” fica gravada na própria natureza da partícula. Isso permite codificar informações de forma muito mais segura.
Por que isso é importante?
De acordo com o Dr. Ronen, essa descoberta aproxima a ciência dos computadores quânticos tolerantes a falhas. Isso significa máquinas que poderão:
- Prever reações químicas complexas para criar novos remédios.
- Criar previsões meteorológicas ultraprecisas.
- Resolver problemas que um computador comum levaria bilhões de anos para processar.
Israel na Liderança
O estudo, publicado na prestigiada revista Nature, reafirma Israel como um dos poucos lugares no mundo capazes de manipular a matéria em níveis tão profundos. O próximo passo dos pesquisadores é conseguir isolar essas partículas individualmente para começar a construir as unidades de memória (qubits) que nunca falham.
Texto originalInstituto Weizmann de Ciências 7de Janeiro de 2026
