Como o Google se tornou o principal player de IA do mundo


Uma década de investimento estratégico em IA e infraestrutura dá ao Google uma vantagem decisiva na revolução da IA, impulsionando-o a ultrapassar a Apple e a se tornar a segunda empresa mais valiosa do mundo pela primeira vez desde 2019.

Embora a revolução recente da IA seja frequentemente associada ao lançamento do ChatGPT em 2022, suas bases foram lançadas anos antes dentro do próprio Google.

O artigo “Attention Is All You Need”, publicado em 2017 por pesquisadores da empresa, criou a arquitetura dos modelos de linguagem que impulsionam a IA moderna.

Ao contrário da narrativa de que foi pego de surpresa, o Google vinha investindo estrategicamente em IA há mais de uma década, acumulando talento, infraestrutura e conhecimento.

Aquisições como DeepMind e DNNresearch, além de nomes como Geoffrey Hinton, Demis Hassabis e Ilya Sutskever, consolidaram sua liderança científica.

Essa preparação permitiu uma resposta rápida ao avanço da OpenAI. Apesar de tropeços iniciais com o Bard, o Google alcançou e superou concorrentes com o Gemini, apoiado por uma infraestrutura robusta de nuvem e chips próprios (TPUs). O Google Cloud se tornou um grande motor de crescimento, impulsionado pela demanda global por computação para IA.

Mesmo com o avanço dos chatbots, o negócio tradicional não foi abalado: buscas, publicidade e YouTube continuaram crescendo, agora reforçados por recursos de IA. Paralelamente, o Google neutralizou riscos regulatórios importantes nos EUA, afastando ameaças de desmembramento.

Por fim, apostas antigas fora do core business, como a Waymo, começam a gerar valor significativo. O resultado é um Google mais forte, diversificado e bem posicionado para liderar a próxima fase da revolução da IA, o que explica sua ascensão a uma das empresas mais valiosas do mundo.

Texto Original CTECH