Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências, liderados pela Prof. Yifat Merbl, descobriram um mecanismo imunológico inédito envolvendo o proteassoma, a máquina molecular responsável pelo descarte e reciclagem de proteínas celulares (“lixo celular”).
O estudo, publicado na revista Nature, revela que o proteassoma não apenas degrada proteínas, mas também gera ativamente peptídeos antimicrobianos – componentes cruciais do sistema imunológico inato – que são capazes de matar bactérias.
Principais Descobertas:
Proteassoma como Defesa: Experimentos mostraram que a inibição do proteassoma ou a destruição de seus peptídeos liberados permite que bactérias como a Salmonella prosperem. O proteassoma é, portanto, essencial para essa primeira linha de defesa.
“Modo Turbo” Antibacteriano: Durante infecções bacterianas, o proteassoma altera seu modo de corte, com a ajuda da subunidade de controle PSME3, para priorizar a produção desses peptídeos.
Eficácia Terapêutica: O tratamento com um peptídeo derivado do proteassoma em camundongos infectados com pneumonia e sepse foi altamente eficaz, reduzindo o número de bactérias e melhorando a sobrevivência, com resultados comparáveis aos de antibióticos potentes.
Reservatório de Agentes: Usando um algoritmo, os pesquisadores simularam a produção do proteassoma e identificaram mais de 270.000 peptídeos desconhecidos com potencial antibacteriano em 92% das proteínas humanas, representando um vasto e inexplorado reservatório de agentes antimicrobianos naturais.
A descoberta não só aprofunda a compreensão da imunidade celular, mas também oferece uma nova esperança no combate à crescente resistência a antibióticos, abrindo caminho para o desenvolvimento de terapias personalizadas baseadas em mecanismos de defesa naturais do corpo.
TEXTO ORIGINAL
| Weizmann Institute of Science 26 de Agosto de 2025 |