Tower Semiconductor Investe US$ 3 Bi no Japão com Foco em Chips para IA

A fabricante israelense de chips Tower Semiconductor anunciou um plano de expansão de US$ 3 bilhões no Japão para impulsionar a produção de semicondutores voltados para Inteligência Artificial e data centers. O projeto conta com US$ 1 bilhão em subsídios do governo japonês e visa atender à crescente demanda por conexões ópticas mais rápidas e eficientes entre processadores.

Investimento Estratégico em Fotônica de Silício para IA

A nova fase da empresa foca na produção de fotônica de silício (SiPho) de 300 mm, silício-germânio (SiGe) e embalagens ópticas avançadas. Essas tecnologias são indispensáveis para reduzir gargalos de processamento em sistemas avançados de IA e grande infraestrutura de dados.

Plano de Expansão em Duas Frentes

A estratégia foi desenhada para acelerar a entrega da capacidade produtiva sem enfrentar os atrasos típicos da construção de fábricas do zero.

Fase 1: Otimização e Conversão de Fórmulas Existentes

Conversão da unidade de Arai (antiga Fab 6) em um centro de produção de fotônica de silício e embalagens avançadas, aliada à otimização da produção na Fab 7, em Uozu. A estimativa é atingir a capacidade máxima no quarto trimestre de 2027.

Fase 2: Nova Infraestrutura e Impacto Financeiro

Construção de uma nova fábrica de 300 mm adjacente à Fab 7, voltada para expandir a oferta de tecnologias SiPho e SiGe, com previsão de contribuição financeira significativa a partir de 2029.

Fortalecimento do Ecossistema de Semicondutores no Japão

As operações continuam sendo executadas por meio da TPSCo, joint venture da Tower com a Panasonic, nas regiões de Toyama e Niigata. Além de fortalecer a cadeia global de suprimentos e reter talentos, o investimento vai gerar novos postos de trabalho em engenharia e criar parcerias com universidades e institutos de pesquisa locais.

Com a reestruturação das operações, a Tower Semiconductor projeta atingir US$ 3,6 bilhões em receita e US$ 1,2 bilhão em lucro líquido em 2028, consolidando um ano em que suas ações acumulam alta de quase 90%.

Artigo Original CTECH

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