Nanobolhas e Ultrassom: A nova estratégia para “explodir” a fortaleza dos tumores

O fim da “fortaleza” tumoral: Pequenas bolhas prometem revolucionar a eficácia da imunoterapia.

Um dos maiores desafios no tratamento de tumores sólidos não é apenas a agressividade das células cancerígenas, mas a barreira física que elas constroem. Como uma verdadeira fortaleza de colágeno, os tumores impedem que medicamentos e células de defesa cheguem ao seu núcleo.

Agora, cientistas da Case Western Reserve University (EUA) descobriram uma forma de “sacudir” e desmoronar essas paredes usando nanobolhas e ultrassom.

Como as nanobolhas funcionam?

O processo é tão engenhoso quanto simples:

  1. Injeção: Nanobolhas cheias de gás inerte são injetadas no tumor.
  2. Ativação: Ondas de ultrassom fazem essas bolhas vibrarem (“agitarem”).
  3. Rompimento: Essa vibração mecânica amolece o tecido rígido do tumor, tornando-o permeável.
lustração de nanobolhas rompendo a barreira de um tumor sólido sob efeito de ultrassom.

Crédito: Foto: Reprodução / Case Western Reserve University / ACS Nano.

Resultados Surpreendentes

O estudo, publicado na revista ACS Nano, mostrou que os tumores permaneceram “macios” e receptivos a tratamentos por até cinco dias após a aplicação. Além disso, a técnica “acordou” as células T (os soldados do nosso sistema imune) que já estavam dentro do tumor, fazendo com que elas começassem a atacar não apenas o tumor principal, mas também metástases em outras partes do corpo.

Caminho acelerado para os hospitais

Diferente de novas drogas que levam décadas para serem aprovadas, esta técnica tem um caminho rápido. O ultrassom já é usado mundialmente e as nanobolhas já estão em fase comercial para detecção de câncer de próstata. A expectativa é que os ensaios clínicos com humanos comecem em até dois anos.

A Nova Era da Oncologia: Enquanto pesquisadores americanos focam em romper as barreiras físicas do câncer com nanobolhas, a startup israelense Starget Pharma (parceira do Centro Médico Sheba) utiliza Inteligência Artificial para guiar tratamentos radioativos de precisão diretamente ao alvo.